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Investimentos em exploração podem chegar a US$ 1,2 bilhão entre 2026 e 2033
Está disponível, no site da ANP, a atualização do Painel Dinâmico da Previsão de Atividades e Investimentos na Fase de Exploração dos contratos de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural. Para o ano de 2026, de acordo com os dados consolidados em 22/01/2026, estão previstos investimentos da ordem de US$ 890 milhões, que podem chegar a US$ 1,2 bilhão no período entre 2026 e 2033.
Os dados têm como base informações enviadas pelas empresas operadoras de blocos exploratórios à ANP no Plano de Trabalho Exploratório (PTE), documento apresentado anualmente e regulado pela Resolução ANP nº 876/2022.
As informações enviadas pelas empresas consideram os anos até os quais elas possuem investimentos previstos, nos contratos por elas assinados, para atividades exploratórias relacionadas ao Programa Exploratório Mínimo (PEM) ou ao Plano de Avaliação de Descobertas (PAD) ou atividades de descomissionamento.
As previsões já contemplam os investimentos previstos em contratos relativos ao 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC5), assinados em 2025.
Perfuração de poços
A perfuração de poços é a atividade que mais impactará os investimentos previstos para o ano de 2026, com US$ 602 milhões projetados para a perfuração de 19 poços exploratórios. Isso representa 68% dos investimentos estimados para este ano. Se somarmos a atividade de teste de poço exploratório, relacionada à avaliação dos poços exploratórios, esse valor poderá chegar a US$ 742 milhões (83% dos investimentos previstos para 2026).
Bacias marítimas
Quanto ao total de investimento previsto para 2026, 96% estão concentrados nas bacias marítimas. Para as bacias da Margem Leste (bacias marítimas de Pernambuco-Paraíba, Sergipe-Alagoas, Jacuípe, Camamu-Almada, Jequitinhonha, Cumuruxatiba, Mucuri, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas), o total pode chegar a US$ 658 milhões (74% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de quatro poços exploratórios.
Já para as bacias da Margem Equatorial (bacias marítimas da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar), está previsto o investimento de US$ 196 milhões (22% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de um poço e conclusão de um poço já iniciado em 2025.
Bacias terrestres
As bacias terrestres contam com um montante de investimentos previstos para 2026 de US$ 34,5 milhões, distribuídos entre as de nova fronteira (Amazonas, Paraná, Parnaíba, São Francisco, Solimões, Mucuri e Tucano Sul), com US$ 23,2 milhões de investimentos previstos, e as maduras (bacias terrestres Potiguar, Sergipe, Alagoas, Recôncavo, Espírito Santo), com um montante de US$ 11,3 milhões.

- Atualizado em 23/1/2026
Investimentos previstos para 2026
As informações do painel estão sujeitas a atualizações pelas empresas detentoras de contratos de E&P e a estimativa refere-se somente à fase de exploração, que é a primeira dos contratos de E&P. Ou seja, não inclui a segunda fase, a de Desenvolvimento e Produção.
O que é o Painel Dinâmico de Previsão de Investimentos na Fase de Exploração
É uma ferramenta de business intelligence (BI) que consolida as previsões de atividades e investimentos apresentadas pelas empresas detentoras de contrato de exploração e produção (E&P) em seus Planos de Trabalho Exploratório (PTE), conforme disposto na Resolução ANP nº 876, de 29/04/2022.
Podem ser aplicados filtros para obter as atividades por ano de referência (ano de previsão), ano da atividade, etapa, ambientes (mar ou terra), bacias agrupadas (mar – margem equatorial, mar – margem leste, terra – bacias de nova fronteira e terra – bacias maduras), por cada uma das atividades e por regime contratual (partilha da produção ou concessão). Os mesmos filtros podem ser usados para consultar previsões de investimentos, que podem ser obtidos em dólares ou reais.
O que é fase de exploração
A exploração é a primeira fase dos contratos de E&P, tendo início com a assinatura do contrato. Nessa fase, as áreas exploradas são chamadas de blocos, e as empresas realizam estudos e atividades (como levantamentos sísmicos e perfuração de poços) com o objetivo de detectar a presença de petróleo e/ou gás natural em quantidade suficiente para tornar sua extração economicamente viável. Em caso positivo, a empresa apresenta uma declaração de comercialidade à ANP e o bloco (ou parte dele) se torna uma área de desenvolvimento, dando início à Fase de Produção. Em caso negativo, a empresa pode devolver o bloco à ANP.
O que é PTE
O Plano de Trabalho Exploratório (PTE) é o instrumento pelo qual são informadas, pelos operadores dos contratos de E&P, as atividades, juntamente com seus respectivos cronogramas e orçamentos, para cada bloco; bem como para o período em que forem executadas as obrigações remanescentes, atividades vinculadas ao descomissionamento de instalações após o término da fase de exploração.
A Resolução ANP nº 876/2022 estabelece os requisitos e procedimentos para a apresentação e aprovação do PTE.
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