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Jovem dinamiza agricultura no lote dos pais no Rio Grande do Sul

Publicado em 07/04/2021 10h35 Atualizado em 07/04/2021 10h42
Produção Rio Grande do Sul

Estufa de hortaliças foi um dos investimentos de Jeferson Chicatte, além da avicultura. Foto: Divulgação

2020 foi um ano de conquistas para o agricultor filho de assentados, Jeferson Ourives Chicatte, que retornou à terra dos pais – na área de reforma agrária Novo Horizonte II, em Santa Margarida do Sul, no Rio Grande do Sul – após morar meia década em ambiente urbano. Em exatos 14 meses, o jovem ganhou espaço no mercado local seguindo uma rotina de trabalho intenso e aperfeiçoamento constante no sistema produtivo. Aos 25 anos, ele comemora o reencontro com a vocação agrícola aliada à ampliação da renda.

As mudanças começaram a ser idealizadas no final de 2019, quando Jeferson adquiriu 200 aves destinadas à produção de ovos. “Via que tinha muita procura quando visitava os meus pais”, revela. Em fevereiro de 2020, o investimento gerou retorno suficiente para o então auxiliar de marcenaria deixar o emprego na cidade rumo ao assentamento.

Hoje ele coleta uma média de dez dúzias diárias de ovos, vendidas por R$ 6,00 cada. Parte do lucro cobre os custos e outra é reservada para sustentar a expansão produtiva. Com apoio da Emater/RS-Ascar, Jeferson está prestes a instalar uma agroindústria para agregar valor aos produtos. Outra meta é alcançar o número de mil galinhas poedeiras até o final do ano.

A avicultura corre em paralelo ao cultivo de hortaliças. Em meados de 2020, o agricultor financiou uma estufa de onde colhe, principalmente, pimentão, tomate e morango. A área é tratada sem agrotóxicos usando conhecimentos pesquisados na internet, consultas à assistência técnica e acúmulo de experiências. A última doença nas plantas, por exemplo, foi controlada com auxílio de uma solução contendo álcool, sementes de cinamomo e água.

Os ingressos financeiros da horticultura são igualmente investidos na própria atividade. A primeira safra apoiou-se em dois mil morangueiros, número que dobrou no final de março e ganhou canteiros elevados do chão para facilitar o manejo. O esforço na agricultura tem como objetivo a certificação orgânica oficial, que facilitará atingir novos consumidores.

Passos planejados

Atento às tendências do mercado, Jeferson Chicatte combina diferentes formas de comercialização. Além de atender fregueses no próprio lote, recebe encomendas por telefone e nas redes sociais, no perfil @fazenda_chicatte, onde são postadas cenas do cotidiano produtivo e paisagens do assentamento. Os itens ainda estão disponíveis na Feira do Produtor, organizada semanalmente pela Emater/RS-Ascar junto à BR-290 (rodovia de ligação entre a capital gaúcha Porto Alegre e a Argentina). Outro destino das mercadorias é a venda pública por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

As estratégias garantem renda superior ao salário que recebia nos tempos urbanos, permitindo a Jeferson concretizar novos planos gradativamente. A próxima novidade – para a qual já há recurso economizado – deve ser a aquisição de uma caminhonete para transporte de carga. No campo pessoal, uma das grandes satisfações é o início da construção da moradia perto dos pais. “Quero ter minha casa. Gosto de morar aqui, é mais quieto do que na cidade e faço o que gosto”, resume.

Para os pais, Antônio e Nilza, a iniciativa do jovem é motivo de contentamento. “Foi uma alegria quando ele disse ‘vou morar com vocês’. É importante ter um filho junto”, relata a mãe.

A agricultora conta que os progenitores continuam produzindo milho e leite nos oito hectares secos do lote no assentamento, além de destinar quatro hectares alagáveis ao arroz. “Sempre que a gente pode, apoia e ajuda para ele progredir. Esse é o trabalho dele agora e vai garantir o futuro”, prevê a mãe.

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