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Governança da Terra
Incra promove visita de delegações de países da América Latina e Caribe a projeto agroextrativista no Amazonas
Encontro reúne representantes de governos de vários países da América Latina e do Caribe - Foto: Divulgação
Integrantes de delegações estrangeiras da América Latina e do Caribe, além de organismos internacionais, participantes da "Semana de Desenvolvimento Rural da Amazônia”, organizada no âmbito do Programa de Cooperação Brasil-FAO, terão a oportunidade de conhecer, in loco, a experiência do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Ilha do Baixio, em Iranduba (AM).
A visita técnica, conduzida pela equipe do Incra, integra a programação do evento, que será realizado entre 2 e 4 de setembro de 2025, na capital do estado, Manaus.
A apresentação do PAE, programada no dia 3 de setembro, é parte da atividade “Diálogos sobre Governança Responsável da Terra na Amazônia”, cujo objetivo é propiciar a troca de experiências e a construção de propostas para aprimoramento da governança fundiária no bioma mais complexo do planeta.
O encontro reunirá representantes de governos de vários países da América Latina e do Caribe, organismos internacionais, meio acadêmico, organizações indígenas, campesinas e da sociedade civil.
Durante a estadia dos integrantes e delegações estrangeiras no PAE Ilha do Baixio terá visita às unidades e produções, almoço com a comunidade, roda de conversa e programação cultural.
O Incra é uma das instituições que participam da organização da Semana da Amazônia, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em parceria com Governo brasileiro. Também participam da organização a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Desenvolvimento Familiar e Combate à Fome (MDS) e a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (REAF Mercosul).
PAE Ilha do Baixio
Criado pelo Incra em dezembro de 2007, o projeto tem uma área de mais de 923 hectares e, diferentemente de outros, não possui georreferenciamento dos lotes porque a “ilha se move” em razão das variações geográficas típicas da região. Atualmente, o espaço abriga 231 famílias assentadas e autorizadas fazer o uso sustentável dos recursos naturais.
A história do assentamento, no entanto, começa muitos anos antes, na década de 1940. Foi nesse época que João Lula chegou com sua família, a mais antiga do PAE. Na sequência, outros dois núcleos familiares – a do José e a da Dona Vita – colaboraram para o adensamento populacional da ilha. Nos primeiros anos, a produção local girava em torno da juta e da malta.
A partir dos anos 1970, os trabalhadores rurais que ali se instalaram começaram a se organizar e se associaram ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Na década seguinte, eles criaram a Unidade Agrícola da Ilha do Baixio e a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Santa Luzia, época em que a produção passou a dar cada vez mais espaço para o cultivo de hortaliças, a ponto de hoje o PAE ser conhecido como “Terra das Hortaliças”.
Desde 2005, as trabalhadoras locais participam do grupo Mulheres Unidas da Ilha do Baixio e produzem artesanato, doces, pães além de participarem ativamente das decisões da comunidade.
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