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Demarcação
Georreferenciamento em assentamentos visa consolidar titulações em Alagoas
Programação iniciada em outubro segue até 2025 em vários municípios do estado. Foto: Incra/AL
O Incra em Alagoas realiza, desde o início de outubro de 2024, um trabalho de georreferenciamento em assentamentos do estado com o objetivo de ampliar os processos de titulação. Uma equipe técnica está em campo e já alcançou uma área demarcada de 1,8 mil hectares, em quatro áreas de reforma agrária, onde vivem 223 famílias.
Até agora, foram feitas atividades nos assentamentos 25 de Março, no município de Anadia, com 17 famílias em 163,43 hectares; Pacas, em Murici, com 77 famílias em 715,5 hectares; Nova Esperança, em Branquinha, com 79 famílias em 609,3 hectares; e Santa Isabel, em Girau do Ponciano, com 50 famílias em 316 hectares.
“Além desse trabalho, já concluído este ano, também estão sendo visitadas áreas com demandas surgidas na Sala da Cidadania, para resolução de conflitos e ajustes de limites entre lotes”, explica o técnico da Divisão de Governança da Terra do Incra/AL, Luiz Batista, que coordena a equipe em campo.
Durante o período de 16 a 20 de dezembro, servidores da regional do instituto estão atuando nos locais, para tratar de situações relatadas que englobam desde divergência sobre divisas de lotes vizinhos até remoção de marcos, ação tipificada como crime.
Os seguintes assentamentos estão recebendo visitas da equipe: Dourada (Viçosa), Nova Vida/Poço Dantas e Amor ou Piedade (São Luís do Quitunde), Prazeres (Flexeiras), Paulo Freire/Serrana (União dos Palmares) e Aquidaban (Maragogi).
Em 2025, os trabalhos começarão pelo município de Belo Monte, no assentamento Itamaraty, numa área de 229,4 hectares com nove famílias. Na continuidade, estão previstas ações nos assentamentos Rendeira (Girau do Ponciano), São Luís (Atalaia), Flor do Mundaú (Branquinha), Paulo Freire/Serrana e Chico Mendes/Bebidas (União dos Palmares).
Segurança
Assentado desde a fundação da área de reforma agrária Pacas, Cícero Antônio da Silva é presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Ernesto Che Guevara, que representa a comunidade. Para ele, a demarcação é muito importante por permitir que a localização seja precisa. “Isso evita divergências entre vizinhos e ajuda no planejamento da produção”, considera.
Num lote de seis hectares, Bel das Pacas, como Cícero é conhecido, vive com a esposa e produz batata, milho, laranja, melancia, coco e manga. Eles também criam pequenos animais, como galinha e ganso, além de bovinos e asininos. O presidente também destaca outro benefício do trabalho de georreferenciamento: “a titulação traz segurança ao assentamento”.
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