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Comunidade quilombola
Mesa Quilombola apresenta balanço positivo de regularização quilombola no Nordeste do Pará
A quarta Mesa foi organizada pelo Incra e Malungu, sendo realizada no auditório do MPF-PA, em Belém - Foto: Gabriel Lima
Nova rodada de Mesa Quilombola no Pará reuniu gestores do Incra com representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de comunidades remanescentes de quilombos para debater a regularização fundiária do território dessas comunidades.
Realizada nos dias 29 e 30/01, no auditório do Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA), em Belém, essa foi a quarta Mesa organizada pelo Incra e Malungu (Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará), desde a retomada das negociações em 2023.
Na pauta, 53 processos administrativos que tramitam na Superintendência Regional do Incra no Pará / Nordeste em diferentes etapas de andamento - 29 processos em fase inicial; nove em pós-publicação de Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) e 15 em fase de elaboração do relatório.
Avanços e dificuldades
O superintendente regional do Incra no Pará, Raí Moraes, e o chefe da Divisão de Territórios Quilombolas, Marcos Borges, apresentaram o resultado das ações pactuadas na Mesa realizada em outubro de 2024, também no MPF, com seus avanços e dificuldade de execução, principalmente a falta de pessoal e de recursos financeiros.
Na avaliação do chefe da Divisão de Territórios Quilombolas, a Mesa apresentou resultados positivos para as comunidades. Foi ocasião para elas se atualizarem sobre o andamento dos processos, como a recente publicação no Diário Oficial da União do RTID da Comunidade Sauá Mirim (Povos do Aproaga) e a publicação de mais dois RTID ainda em fevereiro. Além disso. a Mesa também foi espaço para apresentação de propostas que dão agilidade ao trâmite dos processos, a exemplo da constituição de grupos de trabalho composto por técnicos do Incra e dos comunitários.
Espaço de diálogo
Outro ponto positivo, segundo Borges, foi o diálogo com outros órgãos federais que participaram da Mesa. "O diálogo com a SPU e ICMBio é de fundamental importância para dar celeridade aos processos, principalmente aqueles mais complexos que exigem a intervenção desses órgãos", disse.
O procurador-chefe do MPF no Pará, Felipe Moura Palha, vai no mesmo tom. Para ele, a Mesa é o espaço mais importante de participação social das comunidades quilombolas e para o Incra prestar conta de suas atividades, de tudo o que foi feito em relação a esses processos.
A divisão dos debates em dois dias, proposta na Mesa de outubro de 2024, permitiu aos participantes discutir com mais detalhes "processos bem complicados, como os do Marajó e de Barcarena. Assim como processos que estão tramitando com muitos conflitos fundiários, a exemplo de comunidades em Tomé-Açu, além daqueles que estão judicializados", avaliou o procurador-Chefe.
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Assessoria de Comunicação Social do Incra/PA-NE
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