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Educação do Campo
Incra/GO participa de formatura de alunos na comunidade quilombola Nossa Senhora Aparecida
Pedagoga Marta Carneiro entrega diploma à aluna Marta Santos durante a solenidade de Formatura - Foto: Ludmilla Carvalho - Incra/GO
O final de semana foi festivo na comunidade Quilombola Nossa Senhora Aparecida, localizada no município de Cromínia (GO) – distante 85 quilômetros da capital Goiânia. Isso, porque foi realizado no sábado, 22 de fevereiro, um café da manhã para cerimônia de entrega de certificados e diplomas de mulheres nos cursos de Alfabetização e de Assistente Administrativo da comunidade.
A chefe da Divisão de Território Quilombola do Incra em Goiás, Ludmilla Luciano de Carvalho, participou da solenidade na qual informou que a Superintendência Regional receberá mais dois antropólogos, o que agilizará os estudos antropológicos e, por conseguinte, o processo de regularização dos territórios quilombolas no Estado.
A comunidade Nossa Senhora Aparecida está na fase de elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), que é a peça central do rito administrativo para regularização do território quilombola.
Marta Rejane dos Santos, aos 55 anos, não sabia nem o alfabeto. “Eu não sabia ler nada e com seis meses de aula aprendi bem o alfabeto e a matemática. Agora ficou mais fácil ir ao supermercado e comparar os preços dos produtos”, diz ela, que já sonha em continuar os estudos até a faculdade, para fazer curso superior.
A turma que está se formando tem 22 mulheres que fizeram o curso de Assistente Administrativo e sete da alfabetização de jovens e idosos. A pedagoga Marta Viana Batista Carneiro foi a responsável pela turma de Alfabetização, que teve alunos de até 76 anos de idade. “Faço esse trabalho com muito amor, por ser tão gratificante ver a alegria deles em aprender”, afirma a professora.
Sobre o quilombo
A comunidade Nossa Senhora Aparecida conta com 150 famílias quilombolas residentes no município de Cromínia, na zona rural e urbana, onde desenvolvem o cultivo de pimentas, batatas, feijão e hortaliças.
Destaca-se também a fabricação de polvilho e farinha de mandioca, produzidos artesanalmente e com forte aceitação no mercado. Outro destaque na área é o artesanato, produzidos pelas mulheres quilombolas, principalmente com confecção de bonecas de pano e tapetes.
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