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Assentados e quilombolas ampliam renda com venda de toneladas de melancia em Santa Catarina
Famílias do assentamento Antônio Ferreira de Souza já colheram cerca de 100 mil quilos de melancia - Foto: Incra/SC
Os últimos dias do verão de 2026 convergem com a partida de caminhões carregados de melancia levando o final da safra dos assentamentos e territórios quilombolas catarinenses. A fruta adocicada e refrescante, que ajuda na hidratação de quem a consome no calor, auxilia também na renda dos agricultores durante a estação.
“Esse ano passamos de 100 mil quilos colhidos”, comemora Luciane Bernardi, do assentamento Antônio Ferreira de Souza, em Ponte Alta (SC). Ela explica que o cultivo ocupa cerca de seis hectares manejados entre três famílias, o plantio é realizado em novembro e a colheita acontece entre janeiro e março.
A maioria da produção vai para a região de Joinville, maior mercado consumidor do Estado.“A melancia é uma fruta que gera muitos cuidados tanto no preparo da terra como com a fruta, pois é sensível a doenças e ao clima”, explica a agricultora Luciane Bernardi, que já acumula nove anos de experiência nessa cultura.
Campos Novos
A cerca de 150 quilômetros dali, o casal Suzana Aparecida de Souza e Alair Melo dos Santos também colhe os últimos pés no Território Quilombola Invernada dos Negros, em Campos Novos (SC). “É só ter vontade de plantar que dá”, conta Suzana.
O plantio direto é feito em consórcio com outras culturas como o feijão, o milho e a mandioca, caracterizando a diversificação na agricultura familiar.
Assim como os quilombolas, a produção dos vizinhos do assentamento 30 de Outubro sofreu um pouco com a escassez de chuvas e calor intenso durante a floração, mesmo assim comemoram uma boa safra. “Neste ano, cerca de 10 a 12 hectares foram plantados no assentamento, com parte da produção destinada à venda direta ao consumidor, especialmente às margens da BR-282, buscando melhor remuneração”, conta o agricultor Dilso Barcelos, beneficiário da reforma agrária. Ele explica que áreas com cobertura vegetal apresentaram resultados melhores na produção e que o preço médio para venda gira em torno de R$ 1,50 por quilo.
Fraiburgo
Também no Meio-Oeste do Estado, os agricultores do assentamento Dandara foram outros a investir na fruta rasteira. Claudemir e Cátia Binello começaram a colheita em fevereiro, após quase três meses do plantio. “A melancia veio bonita esse ano. Só deu uma travada com noites muito frias que tivemos e para ela o frio é um veneno, além da pedra que caiu”, detalha Binello, comentando sobre o granizo que acabou inutilizando parte da área plantada.
A família dá prioridade à venda direta em barraca montada às margens da BR e o excedente destina à comercialização na cidade. “Temos clientes fiéis que nessa época já esperam nossa melancia, porque sabem que é de boa qualidade”, celebra Cátia.
Numa das áreas mais frias do país, os agricultores se despedem do verão já com o retorno do calor no horizonte, planejando para o final do ano um novo plantio. Que venham novas melancias para refrescar e adoçar seus clientes na próxima temporada.
Com informações das rádios Fraiburgo e Cultura, de Campos Novos.
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