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Ministra acompanha votação da PEC do Trabalho Escravo
A ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, passou o dia de hoje (27) no Senado Federal defendendo a importância da aprovação da PEC de Combate ao Trabalho Escravo. Ela esteve reunida com o presidente da Casa, Renan Calheiros, e com os líderes partidários.
Ainda no início da tarde, a ministra enfatizou o ineditismo da medida. “Nós vamos ser o primeiro país a ter na sua Constituição a possibilidade de expropriação de bens onde seja encontrado trabalho escravo”, disse. A ministra da SDH/PR é a presidenta da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), que reúne órgãos da União e entidades da sociedade civil.
No encontro, Renan Calheiros garantiu apoio à aprovação da PEC, a qual considerou fundamental para os Direitos Humanos. "É uma causa de todos nós, não medirei esforços com relação aos Direitos Humanos", disse. "Farei tudo para resolver rapidamente a votação da PEC. Como esse ano é atípico, acho que o momento é agora."
Movimento Humanos Direitos – Alinda no início da tarde, a ministra acompanhou representantes do Movimento Humanos Direitos (Mhud) em audiência o presidente com Renan Calheiros. As atrizes Camila Pitanga e Maria Zilda, acompanhadas da ministra Ideli Salvatti, pediram apoio para a votação da PEC 57A/1999.
Camila Pitanga, diretora do movimento, entregou carta a Renan Calheiros em que faz um apelo pela aprovação do projeto, que determina a expropriação de terras em que se verifique a prática de trabalho escravo e está na pauta de votações do plenário para o dia.
"Precisamos mostrar para o mundo que o Brasil se importa com os direitos humanos; que não só somos o país do futebol como também da cidadania", disse. "É um ato a favor da nossa dignidade, da nossa autoestima."
A presidente do MHUD, a atriz Maria Zilda, pediu que o momento que antecede a Copa do Mundo seja aproveitado, já que grande parte da população de muitos países está com os olhos voltado para o Brasil."Estamos recebendo representantes do mundo inteiro. Devemos receber o povo que vem de fora com a cabeça erguida. Seria um grande exemplo para os outros países."
Assessoria de Comunicação Social, com informações da Agência Senado