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Corpo de militante da ALN é exumado em Belo Horizonte (MG)
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos coordenou, nesta segunda-feira (12), a exumação dos restos mortais de Arnaldo Cardoso Rocha, militante da Coordenação da Aliança Libertadora Nacional – ALN. A operação foi realizada no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte (MG), numa parceria com a Polícia Federal e o Instituto Médico Legal de Ribeirão Preto (SP).
Os restos mortais do militante foram trazidos para Brasília (DF), onde passará por análises com o acompanhamento de peritos designados pela família, por representantes da Comissão Nacional da Verdade e do Ministério Público Federal. A expectativa é que se tenha um resultado preliminar nas próximas semanas.
“A exumação satisfaz um pedido da família, que depois de 40 anos poderá conhecer as reais circunstâncias da morte de Arnaldo. E também atende a um clamor da sociedade, na medida em que contribui para a reconstituição de todo um período histórico”, avalia o coordenador-geral da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Gilles Gomes.
Histórico - Arnaldo teria sido assassinado em São Paulo, no dia 15 de março de 1973, em uma emboscada montada pelo DOI-CODI-II Exército, departamento responsável pela prática da tortura e de desaparecimentos forçados de opositores do regime. O militante da ALN completaria 24 anos no dia 28 de março. Poucos dias antes do fato, a sua companheira, Iara Xavier Pereira, tinha confirmado a gravidez do filho que Arnaldo morreu sem conhecer.