Igreja do Rosário e São Benedito

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O projeto de Sinalização e Reconhecimento de Lugares de Memória dos Africanos Escravizados no Brasil é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC). O objetivo é dar visibilidade à história e à memória da matriz africana no Brasil. No MDHC, o projeto é coordenado pela Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas (CGMET).
Dividido em duas etapas, a primeira visa à elaboração e fixação de placas alusivas ao reconhecimento pelo Programa Rotas dos Povos Escravizados da Unesco de 100 lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil, situados em 16 diferentes Unidades da Federação. A segunda etapa é voltada para ampliar a política de memória da escravidão nas regiões onde serão sinalizadas a partir deste projeto. O foco será a disseminação do projeto por meio de plataformas digitais e a educação e cultura em direitos humanos, por meio da elaboração de material pedagógico e de apoio para professoras e professores sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Igreja do Rosário e São Benedito
As devoções do Rosário datam da primeira metade do século XVII e estão entre as mais antigas agremiações dos então chamados “homens pretos” (escravos e forros). No Rio de Janeiro, os devotos do Rosário se juntaram aos de São Benedito e inauguraram sua igreja em 1725. Durante a vigência da escravidão, a Igreja do Rosário foi um importante espaço de congregação da população africana, escrava e livre que frequentava as festas de Nossa Senhora do Rosário. Em 1967, a igreja sofreu um grande incêndio, que destruiu a parte interna do prédio. Localizada na Rua Uruguaiana, número 77, no centro do Rio de Janeiro, o espaço abriga hoje um pequeno museu com objetos e documentos relativos ao tempo da escravidão e à participação da Irmandade no movimento abolicionista.
Fonte: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História os Africanos Escravizados no Brasil | Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Unesco.