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DIÁLOGO
Ministra Macaé Evaristo pauta políticas de direitos humanos com influenciadores e estudantes de Minas Gerais
(Foto: Gabriela Matos/MDHC)
A ministra Macaé Evaristo se reuniu com influenciadores digitais mineiros nesta segunda-feira (16) em Belo Horizonte (MG) para divulgar programas, projetos e ações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A pasta é responsável pela articulação interministerial e intersetorial das políticas de promoção e proteção dos direitos humanos no Brasil.
Durante o encontro, Macaé ressaltou que o MDHC se dedica a agendas fundamentais do ponto de vista da defesa dos direitos humanos de todas as pessoas, mas que muitas vezes trata de temas que são impopulares. “A gente defende pautas muito difíceis em momentos em que as pessoas têm vergonha de defendê-las. Mas temos encarado e trabalhado nesse debate com políticas públicas”, destacou.
A ministra relembrou que, em 2025, o ministério realizou três conferências nacionais importantes que quebraram grandes hiatos na construção das políticas públicas com a participação social: a 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+; a 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos; e a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.
Dentre as principais atribuições do MDHC, estão a formulação de políticas e diretrizes para a promoção dos direitos humanos, incluindo os direitos da pessoa idosa, da criança e do adolescente, da pessoa com deficiência, das pessoas LGBTQIA+, da população em situação de rua e de grupos sociais vulnerabilizados. Além disso, Macaé ressaltou que o ministério é responsável pela articulação de políticas e apoio a iniciativas de defesa dos direitos humanos, pelo exercício da função de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), pela promoção da educação em direitos humanos e pelo combate a todas as formas de violência, preconceito, discriminação e intolerância – pautas que ainda enfrentam tentativas de invalidação e falta de orçamento em muitos estados e municípios.A ministra enfatizou que as pautas tratadas no MDHC são importantes por estarem ligadas à vida e condição de vivência com dignidade de um grande conjunto da sociedade brasileira. “O que está em disputa, hoje, é a nossa humanidade. É quem tem direito de ser considerado humano nesse país, nesse mundo” defendeu. Para ela, o contexto de desumanização legitima a guerra, o extermínio, e o tratamento desigual da população vulnerabilizada.
Finalizando o encontro, Macaé destacou a importância da emancipação e soberania, comparando o ambiente concreto da política, que se desenrola fora das redes sociais, com o campo de disputa política que o ambiente digital representa. Ela ressaltou que este é um debate fundamental no contexto atual que pode ser compartilhado com quem trabalha neste meio e pode influenciar comportamentos e opiniões por meio das mídias, combatendo o discurso de ódio e as informações falsas.
Dentre os influenciadores mineiros presentes, estiveram: Ana Elisa, comunicadora focada em análise política e feminismo; Babi Amara, atriz e produtora cultural de Belo Horizonte; Zotha, criador de conteúdo com foco social e articulador da Teia dos Criadores; Thiago Daniel, criador do podcast Podônibus e ativista da Tarifa Zero; Monge7, MC e hip-hopper da Batalha Griot; Livia Teodor, influenciadora LGBTQIA+; João Saraiva, educador e fundador do Teatro Comportamental; Filipe Gibran, pastor evangélico e teólogo da Comuna do Reino; Lorrayne Batista, idealizadora do Conecta Cabana; Tatiana Sansi, artista e bordadeira; Bruno Ricci, artista miniaturista e pai atípico; Thalita Ferreira, educadora especializada em rotinas para crianças autistas; o projeto BH a pé, que organiza caminhadas culturais; Patrícia Santos, psicóloga e pastora conhecida como "Maravideusa"; Lurian Leite, comunicadora e gestora artística; Rodrigo Hazeite, comunicador e podcaster do Zero Brava; Gabriela Domingues, atriz, drag queen e vocalista da Orquestra Mineira de Brega; e o projeto Minha BH, rede de ação por uma Belo Horizonte mais justa.
Palestra
Ainda em Belo Horizonte, Macaé Evaristo ministrou aula magna intitulada “Reflexões sobre os Direitos Humanos como Fundamento do Estado Democrático de Direito”, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em diálogo com estudantes de pós-graduação, falou sobre os desafios contemporâneos da agenda de direitos humanos no Brasil e no mundo, destacando o papel das novas gerações na defesa da democracia, justiça social e na garantia da dignidade humana.“Eu preciso dizer da minha alegria de ver tanta gente jovem aqui na pós-graduação olhando para essa agenda que é tão importante. A gente fica com o coração cheio de esperança, porque sabemos que está vindo uma geração que vai assumir essa agenda com muita força”, afirmou.
Ao longo da exposição, Macaé Evaristo também abordou os avanços recentes na legislação brasileira voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. “Foi um grande avanço para o país aprovar o ECA digital, que entra em vigor nesta terça (17), porque precisamos responsabilizar plataformas que permitem a circulação de conteúdos que exploram crianças e adolescentes ou que monetizam o ódio. As plataformas, muitas vezes, fecharam os olhos para o que estava acontecendo e atribuía isso somente a ação e controle das famílias”, explicou.
Ao final, a ministra incentivou a nova geração de juristas a assumir a defesa dos direitos humanos como compromisso coletivo. “Se a gente não construir direitos humanos para todas as pessoas, eles não existirão para ninguém. Por isso, precisamos assumir essa agenda com coragem e vamos tomar o mundo para nós, tudo para nós, nada para esse povo que quer o ódio”, concluiu.
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Texto: R.M./P.V.
Edição: F.T.
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