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MDHC apresenta estudo sobre o custo da exclusão LGBTQIA+ no mercado de trabalho durante Sessão Ordinária do Conselho Permanente da OEA
(Foto: Reprodução)
O Governo do Brasil, por meio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), reafirmou seu compromisso com os direitos da população LGBTQIA+ internacionalmente nesta quarta-feira (20). Durante a Sessão Ordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos EUA, a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (SLGBTQIA+) apresentou os resultados da pesquisa “O Custo Econômico da Exclusão Baseada em Orientação Sexual, Identidade e Expressão de Gênero e Características Sexuais no Mercado de Trabalho Brasileiro”.
Realizado em parceria com o Banco Mundial, o Instituto Matizes e o Instituto Mais Diversidade, o estudo documenta e evidencia quanto custa, à economia brasileira, a não inclusão de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho. De acordo com o documento, cerca de R$ 94 bilhões por ano deixam de circular na economia do Brasil por discriminação de orientação sexual, identidade de gênero e características sexuais.
Em sua fala, a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, destacou duas datas importantes relacionadas ao tema: o Dia do Trabalhador (1º de maio), celebrado nacionalmente, e o Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTQIA+fobia (17 de maio). Ela reiterou que muitas pessoas LGBTQIA+ não conseguem sequer se inserir no campo laboral e, muitas das que conseguem, sofrem violências em diversos aspectos, incluindo a psicológica e a defasagem salarial.
“No Brasil, foi registrado que o custo da discriminação de pessoas LGBTQIA+ corresponde a quase 1% do PIB brasileiro. Nós deixamos de arrecadar parte desse recurso que, dentre as várias melhorias que poderiam ser concedidas à população brasileira, deixa de ser convertida em políticas públicas para garantir dignidade a nós, pessoas LGBTQIA+”, destacou.
Parcerias institucionais
Além de salientar o panorama alarmante do mercado de trabalho brasileiro, Symmy também vislumbrou soluções para superá-lo. De acordo com ela, a SLGBTQIA+ já está em contato com diversos países da América Latina, dialogando e buscando construir uma série histórica que promova essa mesma análise no Sul Global.
No âmbito nacional, a secretária comentou sobre o Plano de Trabalho Digno LGBTQIA+, que deve entrar em vigor ainda em 2026 e que, em cooperação com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), atuará para garantir a presença e a dignidade de pessoas LGBTQIA+ no mercado de trabalho, além de promover um ambiente seguro e livre de discriminação em todo o país.
A gestora ainda pautou a Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+. Com foco no desenvolvimento de processos e pessoas a fim de fomentar a autonomia econômica e financeira de pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade e oportunizar a integração ao mundo do trabalho e a geração de renda, a política se soma a outros esforços para reverter o prejuízo causado à sociedade brasileira em razão do preconceito.
Para finalizar, Symmy afirmou que é muito mais barato e menos custoso a qualquer país promover iniciativas para que a exclusão e os prejuízos à economia não aconteçam. “Aqueles que dizem que é gasto investir em populações vulneráveis estão enganados. Nós mostramos, com essa pesquisa, que investimentos em políticas públicas que protejam a vida de pessoas LGBTQIA+ são mais do que investimento: é a certeza de um país melhor para todos e todas”, reiterou, chamando todos os representantes dos países presentes à ação.
OEA
A Organização dos Estados Americanos (OEA) é um organismo regional que reúne países do continente americano com o objetivo de promover o diálogo político, a cooperação e a atuação conjunta em temas prioritários para a região. A Organização atua com base em quatro pilares principais: democracia, direitos humanos, segurança e desenvolvimento integral.
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Texto: R.B.
Edição: F.T.
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