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AJUDA A MINAS GERAIS
MDHC acompanha ações de resposta às chuvas na Zona da Mata mineira e reforça articulação com gestores locais
(Foto: João Macedo/MDHC)
A visita teve como objetivo dialogar com gestores locais e alinhar medidas emergenciais de assistência e proteção às pessoas afetadas. A comitiva do governo federal contou ainda com representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, da Saúde, de Minas e Energia e da Casa Civil.
Durante a agenda, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, se reuniu com a Prefeitura de Matias Barbosa (MG) para alinhar ações de apoio técnico e fortalecer a articulação interfederativa no atendimento às demandas emergenciais decorrentes das chuvas.
Na ocasião, a ministra detalhou as frentes de atuação da pasta no território, com foco especial na garantia de documentação civil e no acompanhamento de protocolos humanizados: “Essa é uma necessidade urgente para muitas pessoas: quando ocorre uma tragédia, elas perdem tudo. Já estamos em diálogo com os cartórios para organizar polos de atendimento voltados à emissão de documentos”.
Macaé Evaristo ressaltou ainda que as ações estão sendo conduzidas de forma integrada com outros órgãos governamentais: “Temos um grupo de trabalho e estamos reunindo a minha equipe e outras áreas, como a Defesa Civil, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e o Ministério da Saúde. A nossa equipe se reúne diariamente”.
A proteção de crianças e adolescentes em situação de abrigamento também foi enfatizada como prioridade: “Temos trabalhado com os Conselhos Tutelares, pensando principalmente a questão do abrigamento, porque há cuidados específicos que precisam ser observados. Essas são preocupações muito grandes que tenho”, afirmou ao citar que a equipe técnica do ministério permanecerá na região para dar continuidade às orientações e apoiar o município.
Atuação do MDHC no território
No decorrer do compromisso, Macaé Evaristo também esteve na Sala de Situação do município, onde funciona o monitoramento da Defesa Civil, e reuniu-se com a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão. O encontro contou ainda com a participação das deputadas federais Célia Xakriabá e Ana Pimentel, além de representantes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde o início da crise emergencial, o MDHC vem adotando uma série de medidas para fortalecer a resposta humanitária sob a perspectiva dos direitos humanos, através do acompanhamento cotidiano, por meio de reuniões de preparação das ações federais com a Defesa Civil, tanto no monitoramento geral quanto no grupo específico de ajuda humanitária.
Os Conselhos Tutelares da região da Zona da Mata foram acionados para orientação sobre proteção em contextos de grandes riscos. Também foi criado um grupo de diálogo direto entre os Conselhos Tutelares de Muriaé, Itajubá, Goianá, Juiz de Fora, São Francisco, Tocantins, Ubá, Machado, Serranos e Matias Barbosa, para agilizar a troca de informações e o encaminhamento de demandas emergenciais.No campo da documentação civil, foram convocadas reuniões dos comitês nacional e estadual de registro, com previsão de realização de ação de emissão de registro no território a partir da próxima semana, garantindo acesso a documentos básicos às pessoas afetadas.
O MDHC iniciou o envio de agentes para atuação direta no território, com foco na articulação interfederativa e no acolhimento de demandas. Neste primeiro momento, a equipe é composta por representantes das áreas de Criança e Adolescente, População em Situação de Rua e Registro e Documentação.
Nos próximos dias, haverá a substituição dos agentes, com a chegada da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. A comitiva irá conhecer as principais áreas afetadas e avaliar a integração das ações do programa Direitos em Movimento: Ouvidoria Itinerante ao contexto emergencial, ampliando os canais de escuta e denúncia.
O Ministério também ativou o Protocolo de Identificação de Vítimas de Desastres, estabelecendo fluxo de comunicação com familiares e assegurando tratamento digno às vítimas.
A agenda inclui visita ao Instituto Médico Legal (IML), acompanhamento de procedimentos de reconhecimento, verificação do cumprimento do protocolo de reconhecimento humanizado e apoio às famílias durante o processo.
Reconhecimento de calamidade pública
Na terça-feira (24), o governo federal reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora. A medida permite a adoção imediata de providências federais de resposta, incluindo a liberação de recursos e o envio de ajuda humanitária.
Outros municípios afetados podem solicitar o reconhecimento de situação de emergência por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.
A presença do MDHC na região reforça o compromisso do governo federal com uma resposta integrada, que combine assistência emergencial, proteção de direitos e reconstrução com dignidade para a população da Zona da Mata mineira.
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Texto: E.G.
Edição: G.O.
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