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SDH elogia ação da PF de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) uma das maiores operações da história de combate à pornografia infantil e reforçoàs ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Por meio da operação Darknet, foram presas 53 pessoas acusadas de produzir e compartilhar pornografia infantil e de abusar sexualmente de crianças e adolescentes em dezoito estados e no Distrito Federal. Do total de detidos, 45 foram presos em flagrante. Um deles foi pego dormindo com uma criança no Rio Grande do Sul, e outro confessou à polícia que pretendia abusar da própria filha, em Minas Gerais.
A operação teve o objetivo de confirmar a identidade dos suspeitos e buscar elementos que comprovem os crimes de armazenamento e divulgação de imagens e abuso sexual de crianças e adolescentes. Foram cumpridos mais de 100 mandados, entre busca e apreensão, prisão e condução coercitiva com a participação de mais de 500 policiais federais.
Investigação – Levou mais de um ano, e segundo o Delegado foi preciso interromper o monitoramento e antecipar a prisão de quatro pessoas com a intenção de evitar o estupro iminente de menores — entre elas, estava o pai que queria abusar do próprio filho. Seis crianças, de 6 a 10 anos, foram resgatadas.
Essa é a primeira vez que uma operação de combate à pornografia infantil, da Polícia Federal, rastreia o ambiente conhecido como Deep Web que é considerado um meio seguro para que os usuários da internet divulguem conteúdos variados anonimamente. Os policias federais desenvolveram ferramentas que permitiram identificar mais de 90 usuários que compartilham pornografia infantil. Apenas as polícias dos Estados Unidos e da Inglaterra investigaram crimes praticados na por meio dessa plataforma.
"É importante destacar que não se tratou de uma investigação envolvendo apenas suspeitos de divulgarem e armazenarem material de pornografia infantil. Se tratou de um caso em que conseguimos identificar pessoas que, além de divulgar e compartilhar, eram efetivamente abusadores de menores", enfatizou o delegado Caron.
Ambiente Virtual - A Deep Web é um espaço na internet onde o conteúdo é publicado anonimamente e não aparece em sites de busca. Segundo a chefe de Repressão a Crimes Cibernéticos em Brasília, Diana Kalazans Mann, foi possível identificar um grande número de pessoas porque os usuários desse ambiente virtual acreditavam que a polícia fosse incapaz de monitorá-lo.
“A internet que nós usamos no dia-a-dia são indexadas. Nós a chamamos de internet de superfície. Mas essa é uma parcela pequena da internet. Existe um conteúdo muito maior que não está disponível para todos [a deep web]. Nós mergulhamos mais profundamente nesse mar para achá-los. Nessas redes mais sofisticadas, que exigem um conhecimento mais aprofundado, quanto mais fundo a gente vai, mais abusadores nós encontramos", explicou a delegada.
Assessoria de Comunicação Social com Ascom Polícia Federal