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Em abertura de Congresso, ministra defende superação do preconceito
Superar a crença de que qualquer pessoa tem o direito a ter mais direitos que outras. Esse foi o desafio colocado à sociedade brasileira pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Ideli Salvatti, nesta segunda-feira (27) durante a cerimônia de abertura do I Congresso Internacional de Direitos Humanos - Barbárie ou Civilização, em Florianópolis.
“Temos, enquanto nação, um imenso desafio pela frente: dar efetividade aos direitos humanos de todos os brasileiros e brasileiras”, disse à ministra a cerca de 400 pessoas que acompanharam a cerimônia. “Mas, como toda violação de direitos como raiz uma relação de poder e preconceito, é preciso acabar com a ideia que qualquer pessoa tem mais direitos do que as outras.”
Ideli compôs a mesa de abertura do evento com o Secretário Nacional de Justiça e Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão Pires Junior; o diretor presidente do Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina (CESUSC), Prudente José Vieira Mello; e a Diretora de Direitos Humanos da Casa Civil do Governo do Estado de Santa Catarina, Dirlei Maria Kafer Gonçalves, entre outras autoridades.
Na cerimônia, a ministra lembrou ainda as iniciativas mantidas pela SDH/PR em distintas áreas, da defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais à retomada dos trabalhos de identificação de restos mortais de pessoas inumadas ilegalmente no Cemitério de Perus, em São Paulo.
“Com o resgate da memória e verdade sobre violações como as ocorridas em Perus, não apenas damos algum conforto às vítimas diretas e indiretas da ditadura civil-militar e outros períodos de exceção que marcaram a história brasileira”, como também ajudamos a evitar a repetição dessas violações por parte do Estado.”
Congresso – Uma realização do CESUSC e do Instituto de Pesquisas e Estudos Jurídicos e Culturais (PEJ), o Congresso celebra os 23 anos do Movimento Direito Alternativo e reúne acadêmicos, estudantes, autoridades e defensores de direitos humanos que atuam tanto no Brasil quanto no cenário internacional até a quinta-feira (30).
O objetivo do evento é oferecer um espaço de participação e discussão democrática, integrando aqueles que lutam pela efetivação dos Direitos Humanos e socializando as informações acerca do papel dos Direitos Humanos e das lutas por cidadania em face dos desafios do século XXI por intermédio da troca de experiências entre as Instituições de Ensino, Organizações Não Governamentais (ONGs) e organismos estatais.
Assessoria de Comunicação Social