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Avanços em direitos humanos não ocorrem somente com a aprovação de leis, diz ministro
Durante a 22ª Caravana de Educação em Direitos Humanos, em Fortaleza (CE), o ministro em exercício da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Claudinei Nascimento, destacou o interesse das caravanas em discutir, garantir a sustentabilidade e incentivar a luta pelos dos direitos humanos.
“Não adianta aprovarmos o Conselho Nacional de Direitos Humanos, numa luta de 20 anos, não adianta aprovarmos um decreto que estabeleça participação social, criar o Comitê de Combate à Tortura no Brasil, se não tivermos o entendimento de que esse é um processo essencial de cultura dos diretos humanos. Podemos ter lei, mas não existe direito sem luta”, afirmou Claudinei.
O ministro reforçou a missão das caravanas, que se transformou em tarefa após o Fórum Mundial de Direitos Humanos (FMDH). “O fórum foi o impulsionador e nossa tarefa agora é ouvir os movimentos sociais para levar ao próximo Fórum Mundial, que acontecerá de 27 a 30 de novembro em Marrocos”.
“Esses encontros têm o objetivo de tornar permanente o debate político e cultural na sociedade, tendo como ferramenta a educação popular para impulsionar um novo modelo social e de direitos humanos.”
A relevância do encontro como espaço essencial na convergência de movimentos, entidades e pessoas que se dedicam à luta para afirmação dos direitos humanos como elemento central da sociedade e do Estado brasileiro foi comentado por todos os participantes do debate, entre representantes do governo, quilombolas, indígenas, pescadores, e do MST.
Caravana – Lançada no dia 29 de abril em Natal (RN), a Caravana já passou por São Paulo (SP), Manaus (AM), Osasco (SP), Lages (SC), Pouso Alegre (MG), Rio Branco (AC), Lagarto (SE), Recife (PE), Teresina (PI), Belo Horizonte (BH), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Salvador (BA), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ) e Fortaleza (CE). Estão previstas, ainda para este mês, caravanas em São Bernardo do Campo (SP) e Palmas (TO). Até o fim do ano, outras cidades receberão o seminário: Joinville (SC), Nova Iguaçu (RJ), São Vicente (SP), Rio Branco (AC), São Luiz (MA) e Belém (PA).
Assessoria de Comunicação Social