Notícias
Dilma: Há 50 anos, por 21 anos, nossa liberdade e nossos sonhos foram calados
A presidenta da República Dilma Roussef lembrou nesta segunda-feira (31), durante solenidade no Palácio do Planalto, a passagem dos 50 anos do golpe militar que culminou com a instalação do regime civil-militar no Brasil por 21 anos (1964-1985). “Por 21 anos, nossa liberdade, nossos sonhos foram calados. Hoje, podemos olhar pra esse período, olhar justamente do ponto de vista dessa obra específica e aprender com ele, porque o ultrapassamos. O esforço de cada um de nós, de todas as lideranças do passado, dos que vivem, dos que morreram, fizeram com que ultrapassássemos essa época”, destacou a presidenta.
Dilma, que foi presa e torturada por três anos pela ditadura, destacou a importância da liberdade e o papel daqueles que por ela lutaram e continuam lutando. “Aprendemos o valor da liberdade com os poderes Legislativo e Judiciário independentes e ativos. Aprendemos o fato de ir às ruas e mostramos um diferencial, demandando por mais democracia. Aqui não houve processo de abafamento desse fato, o valor de ir às ruas, de exigir mais direitos. Devemos isso a todos os que morreram e desapareceram, aos torturados e perseguidos, às suas famílias, a todos os brasileiros”, lembrou.
A presidenta defendeu o fortalecimento da democracia, em sua plenitude, e afirmou que quem dará voz à história, “serão os homens e mulheres livres sem medo de escrevê-la”. “Quem dá voz à história somos nós, que no cotidiano afirmamos, protegemos, e amplia a democracia no nosso país. As cicatrizes podem ser suportadas e superadas, porque hoje temos uma democracia social e podemos contar nossa história”, concluiu a presidenta.
Assessoria de Comunicação Social