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Araguaia: contraprova de DNA de possível filha de guerrilheiro é inconclusivo
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), entregou nesta terça-feira (18), em Brasília (DF), a contraprova do DNA com resultado inconclusivo sobre parentesco de Lia Cecília da Silva Martins e Antonio Theodoro de Castro, o Raul, que lutou contra a ditadura na Guerrilha do Araguaia. O laudo foi entregue à senhora Maria Eliana Castro, tia de Lia Martins.
Histórico – Uma testemunha afirmou há alguns anos que Theodoro de Castro, desaparecido entre o final de 1973 e o início de 1974 na guerrilha do Araguaia, teve uma filha que logo após o parto teria sido enviada, por agentes da repressão, para um orfanato em Belém do Pará. Essa filha pode ser Lia e, para comprovar o vínculo, estão sendo realizadas uma série de iniciativas. Há suspeitas de que a mãe seja um das guerrilheiras mortas ou desaparecidas na região do Araguaia. A comissão irá confrontar o material genético de Lia com o de familiares dessas mulheres que autorizarem tal procedimento.
Sobre a Comissão de Mortos e Desparecidos Políticos – A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos foi criada pela Lei 9.140/1995, com os objetivos de promover a busca de informações e a construção de instrumentos que permitam a elucidação de violações contra os direitos humanos ocorrida durante a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), proceder ao reconhecimento e reparação de pessoas mortas ou desaparecidas e promover a localização, a identificação e a devolução dos seus restos mortais aos familiares.
Assessoria de Comunicação Social