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23/03 - Ministra Eleonora abre mostra de bordados da resistência chilena
Publicado em
23/03/2012 22h24
Atualizado em
26/03/2012 16h03
Ministra destacou na sexta, 23/03, a importância e engenhosidade das denúncias artesanais da mostra Arpilleras, na Biblioteca Nacional, em Brasília
A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, participou da abertura da exposição Arpilleras da Resistência Política Chilena, na Biblioteca Nacional, em Brasília, na noite desta sexta, 23/03. A mostra, realizada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, como parte do Projeto Marcas da Memória, reúne bordados executados por mulheres chilenas como forma de denunciar, internacionalmente, a opressão política sob a ditadura chilena (1973/1990).
"Para nós, é muito importante esta história contada por diferentes mãos, que são as arpilleras da resistência chilena", afirmou a ministra, que, acompanhada da secretária executiva Lourdes Bandeira, destacou ainda a engenhosidade das narrativas.
Denúncia em estopa - A exposição, que contou na sua abertura com a presença também do secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, e do secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, reúne peças confeccionadas por meio de bordados e figuras recortadas em sobras de pano sobre tecido rústico. As peças narram visualmente e com frases ("Afuera el tirano!") as prisões, torturas, mortes, fome e falta de condições dignas nas comunidades das periferias.
O nome e a técnica vêm da palavra chilena arpilleras, que designa o tecido rústico utilizado nos sacos de batata ou farinha, equivalente ao saco de estopa ou aniagem.
Sob censura, a saída encontrada por grupos de mulheres da resistência política foi se apropriarem da técnica tradicional em grupos reunidos nas paróquias como se fossem meras atividades artesanais.
As peças eram então remetidas ao exterior para denunciar a situação. Com o estouro do esquema pela repressão, bordadeiras foram presas e processadas, exigindo crescente inventividade para a remessa das peças.
"Para nós, é muito importante esta história contada por diferentes mãos, que são as arpilleras da resistência chilena", afirmou a ministra, que, acompanhada da secretária executiva Lourdes Bandeira, destacou ainda a engenhosidade das narrativas.
Denúncia em estopa - A exposição, que contou na sua abertura com a presença também do secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, e do secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, reúne peças confeccionadas por meio de bordados e figuras recortadas em sobras de pano sobre tecido rústico. As peças narram visualmente e com frases ("Afuera el tirano!") as prisões, torturas, mortes, fome e falta de condições dignas nas comunidades das periferias.
O nome e a técnica vêm da palavra chilena arpilleras, que designa o tecido rústico utilizado nos sacos de batata ou farinha, equivalente ao saco de estopa ou aniagem.
Sob censura, a saída encontrada por grupos de mulheres da resistência política foi se apropriarem da técnica tradicional em grupos reunidos nas paróquias como se fossem meras atividades artesanais.
As peças eram então remetidas ao exterior para denunciar a situação. Com o estouro do esquema pela repressão, bordadeiras foram presas e processadas, exigindo crescente inventividade para a remessa das peças.
Arpilleras da Resistência Política Chilena
Exposição gratuita
Data: De 22 a 29/3.
Hora: segunda a sexta-feira, 9h às 20h45; sábados e domingos, 9h às 17h45.
Hora: segunda a sexta-feira, 9h às 20h45; sábados e domingos, 9h às 17h45.
Local: Biblioteca Nacional de Brasília (Setor Cultural Sul, lote 2, Edifício da Biblioteca Nacional).
Informações: 61 3325 6277 . Depois de Brasília, a mostra segue para Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Comunicação Social SPM/PR
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