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02/12 – Instituições unem forças para combater a violência contra as mulheres
Diante de uma realidade assustadora, com a morte de 42 mil mulheres no período de 1998 e 2008 no Brasil e o registro de cerca de cinco mil ocorrências de crimes contra mulheres, só este ano em Brasília, várias instituições ligadas ao Governo Federal e à Justiça, unem forças contra a violência. No próximo dia 6, às 14h, no auditório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - anexo I do STF, Brasília -, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) lança a campanha Compromisso e Atitude no Enfrentamento à Impunidade e à Violência Contra a Mulher e, na ocasião, será assinado um protocolo entre as instituições, visando dar prioridade a casos de homicídios de cidadãs.
Para isso, a SPM contará com as seguintes parcerias: Ministério da Justiça, Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional de Procuradores Gerais, Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça e o Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais.
AÇÕES – Segundo Carmem Campos, Consultora da SPM para implementação da Lei Maria da Penha, caberá a cada uma das instituições formular ações para enfrentar a violência contra as mulheres, no âmbito de suas competências, a partir da assinatura do acordo até 25 de novembro de 2012, quando serão apresentados resultados desse trabalho.
DIA NACIONAL – O evento marca o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. É que, nessa data, em 1989, Marc Lepine, de 25 anos, invadiu armado uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Montreal, Canadá, e ordenou que os 48 homens presentes se retirassem da sala, permanecendo no recinto somente as mulheres.
Em seguida, gritou: "Vocês são todas feministas!". E assassinou, a tiros, 14 mulheres. Depois, suicidou-se. Em uma carta deixada por ele, justificava seu ato dizendo que não suportava a idéia de ver mulheres estudando Engenharia, um curso tradicionalmente voltado para os homens.
Esse massacre mobilizou a opinião a pública mundial, gerando amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social.