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02/12 – 23 agressores de mulheres presos na operação Melhor Sem Ele
Publicado em
02/12/2011 16h28
Atualizado em
02/12/2011 16h30
Vinte e três prisões já foram efetuadas, desde o dia 25 até sexta-feira, 2, em cumprimento a 40 mandados de prisão contra agressores no Rio de Janeiro, numa força-tarefa das Delegacias de Atendimento à Mulher, em operação batizada “Melhor Sem Ele”.
A ação, que começou no Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher para simbolizar uma atitude firme de combate a esse tipo de crime, prossegue até que todos os suspeitos estejam atrás das grades.
Curiosamente, o nome da operação está relacionado ao tipo de comportamento feminino em relação ao seu agressor. Segundo a chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha, muitas mulheres chegam à delegacia e reproduzem o velho ditado, afirmando que "é ruim com ele (agressor) mas pior sem ele". "Nós queremos provar que isso não é verdade", explica.
LISTA DE PROCURADOS – No mesmo dia da operação foi também inaugurada, no site do Disque-Denúncia (disquedenuncia.org.br), uma página com fotos de seis homens procurados por violência contra mulheres.
A ação, que começou no Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher para simbolizar uma atitude firme de combate a esse tipo de crime, prossegue até que todos os suspeitos estejam atrás das grades.
Curiosamente, o nome da operação está relacionado ao tipo de comportamento feminino em relação ao seu agressor. Segundo a chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha, muitas mulheres chegam à delegacia e reproduzem o velho ditado, afirmando que "é ruim com ele (agressor) mas pior sem ele". "Nós queremos provar que isso não é verdade", explica.
LISTA DE PROCURADOS – No mesmo dia da operação foi também inaugurada, no site do Disque-Denúncia (disquedenuncia.org.br), uma página com fotos de seis homens procurados por violência contra mulheres.
A quem der informações que levem à prisão dos procurados é oferecida uma recompensa. A maior delas, no valor de R$ 2 mil, sobre Willian Jefferson Lima, o Guel, que em maio de 2007 assassinou, em São Gonçalo, a namorada Joseane Monteiro dos Santos, de 18 anos, por não aceitar o fim do relacionamento.
599 DENÚNCIAS – De acordo com o Disque-Denúncia (2253-1177), entre janeiro e outubro deste ano foram registradas 599 denúncias sobre violência sexual contra mulheres e 1007 sobre violência doméstica.
Entre os presos pela força-tarefa do Rio de Janeiro está o artesão Adriano Galvão Mariano. Ele foi capturado na capital de São Paulo, onde estava há mais de duas semanas, depois de fugir da Favela Chácara de Céu, no Leblon, que passa por processo de pacificação.
Ele tinha dois mandados de prisão, por agressão e ameaça, além de longa ficha corrida: 11 antecedentes criminais, desde porte ilegal de drogas a uma prisão em flagrante por agredir a companheira. Adriano foi preso na Praça da Sé, de acordo com a Polícia Civil, onde expunha seu trabalho artístico.
599 DENÚNCIAS – De acordo com o Disque-Denúncia (2253-1177), entre janeiro e outubro deste ano foram registradas 599 denúncias sobre violência sexual contra mulheres e 1007 sobre violência doméstica.
Entre os presos pela força-tarefa do Rio de Janeiro está o artesão Adriano Galvão Mariano. Ele foi capturado na capital de São Paulo, onde estava há mais de duas semanas, depois de fugir da Favela Chácara de Céu, no Leblon, que passa por processo de pacificação.
Ele tinha dois mandados de prisão, por agressão e ameaça, além de longa ficha corrida: 11 antecedentes criminais, desde porte ilegal de drogas a uma prisão em flagrante por agredir a companheira. Adriano foi preso na Praça da Sé, de acordo com a Polícia Civil, onde expunha seu trabalho artístico.
Para Marta Rocha, a mulher precisa entender que a violência doméstica não é assunto privado, e sim caso de polícia. "É importante a participação dos homens nessa luta. Essa não é a luta apenas das mulheres, também é deles, dos homens que querem uma sociedade justa.
REAÇÃO MASCULINA – Segundo a diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (Dpam), Márcia Noeli, normalmente os homens, ao serem presos, fazem "cara de surpresa".
A maioria nega ter cometido qualquer agressão. Para ela, o maior obstáculo nesse trabalho é quebrar o ciclo de violência: "A vítima entra e não consegue sair. Quando resolve denunciar, já se passou bastante tempo. No entanto, é sempre importante ter essa coragem de denunciar."
REAÇÃO MASCULINA – Segundo a diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (Dpam), Márcia Noeli, normalmente os homens, ao serem presos, fazem "cara de surpresa".
A maioria nega ter cometido qualquer agressão. Para ela, o maior obstáculo nesse trabalho é quebrar o ciclo de violência: "A vítima entra e não consegue sair. Quando resolve denunciar, já se passou bastante tempo. No entanto, é sempre importante ter essa coragem de denunciar."