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Mulheres devem se mobilizar por maior participação na política, diz Iriny Lopes
Publicado em
17/06/2011 11h33
Atualizado em
17/06/2011 11h38
Ministra propôs a mobilização das mulheres no Seminário Internacional da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Federal
Esse é o momento de sacudir o Brasil, disse a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), nesta quinta-feira (16), ao defender a mobilização das mulheres em torno da reforma política, no I Seminário Internacional da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Federal. “Eu conheço esta Casa”, ressaltou a ministra. “Se os movimentos sociais não vierem bater a essa porta, a reforma política não vai mudar uma vírgula em relação às mulheres”, sustentou.
Para a ministra, é preciso rediscutir a política de cotas que obriga os partidos a destinar 30% de suas candidaturas a mulheres, mas a maioria dos partidos não aplica essa determinação. Iriny Lopes ressaltou que a legislação tem de evoluir para a destinação de uma porcentagem das cadeiras a serem ocupadas. Lembrou também que a eleição da presidenta Dilma Rousseff foi importante, mas não mudou nada em relação a estados e municípios e demais poderes, pois somente 8,8% das cadeiras na Câmara são ocupadas por mulheres e existem apenas 400 prefeitas no Brasil.
Para Iriny Lopes, a reforma política com igualdade de gênero e participação popular está relacionada com a construção da autonomia política e econômica das mulheres, com a erradicação das práticas de violência e intolerância e mais rigor na punição dos agressores. Ela explicou que o Brasil tem que avançar para a materialização dos direitos e das políticas para as mulheres, lá na ponta, nos municípios. “Não vamos fazer o papel dos municípios, nem dos estados, mas precisamos construir as interfaces e estabelecer a transversalidade das políticas públicas para que elas transformem positivamente a vida das mulheres” afirmou.
Equidade no mundo do trabalho
Durante a sua fala para o auditório lotado de parlamentares mulheres, do Brasil e da Argentina, e representantes dos movimentos sociais, Iriny Lopes lembrou que para a construção da autonomia econômica das mulheres e equidade no mundo do trabalho é preciso votar o projeto de lei sobre equidade no mundo do trabalho (PL 5633), que está em tramitação na Casa. Esse projeto garante o acesso, permanência e acessão das mulheres mundo do trabalho em condições de igualdade. Para ela, não se trata de interferir nas decisões e escolha dos empresários, mas precisamos ampliar os direitos das mulheres e garantir a equidade no mundo do trabalho, disse.
A ministra lembrou que as mulheres devem se apropriar do momento econômico que o Brasil está vivendo e participar desse processo. Segundo ela, o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento -, é mais do que uma lista de obras. É uma visão do estado que retoma o seu papel de indutor do desenvolvimento e as mulheres devem se apropriar disso. Para tanto é necessária a ampliação dos postos de trabalho para as mulheres, não somente naqueles postos que tradicionalmente são ocupados por mulheres. As mulheres também podem desempenhar, em condições de igualdade, funções nas áreas das ciências, da engenharia, obras.
Câmara adere ao Programa Pró-equidade da SPM
A Câmara Federal aderiu, na quarta-feira (15/06), ao Programa Pró-equidade de Gênero e Raça da SPM. O programa promove a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas. A procuradora da Mulher da Câmara, deputada Elcione Barbalho, lembrou que, na Câmara, já existem projetos que tratam da igualdade. Mas “essa ação tem que começar por esta Casa. Precisamos mudar a cultura de gênero dentro das organizações, ressaltou".
A subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Angélica Fernandes, elogiou a adesão da Câmara, pois além de estabelecer as condições de equidade dentro da Casa, essa atitude reflete como referência para a sociedade, pois “o que é fundamental na luta contra as desigualdades que persistem no mundo do trabalho, como o acesso da mulher aos cargos de chefia e as diferenças salariais”, disse.
Esse é o momento de sacudir o Brasil, disse a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), nesta quinta-feira (16), ao defender a mobilização das mulheres em torno da reforma política, no I Seminário Internacional da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Federal. “Eu conheço esta Casa”, ressaltou a ministra. “Se os movimentos sociais não vierem bater a essa porta, a reforma política não vai mudar uma vírgula em relação às mulheres”, sustentou.
Para a ministra, é preciso rediscutir a política de cotas que obriga os partidos a destinar 30% de suas candidaturas a mulheres, mas a maioria dos partidos não aplica essa determinação. Iriny Lopes ressaltou que a legislação tem de evoluir para a destinação de uma porcentagem das cadeiras a serem ocupadas. Lembrou também que a eleição da presidenta Dilma Rousseff foi importante, mas não mudou nada em relação a estados e municípios e demais poderes, pois somente 8,8% das cadeiras na Câmara são ocupadas por mulheres e existem apenas 400 prefeitas no Brasil.
Para Iriny Lopes, a reforma política com igualdade de gênero e participação popular está relacionada com a construção da autonomia política e econômica das mulheres, com a erradicação das práticas de violência e intolerância e mais rigor na punição dos agressores. Ela explicou que o Brasil tem que avançar para a materialização dos direitos e das políticas para as mulheres, lá na ponta, nos municípios. “Não vamos fazer o papel dos municípios, nem dos estados, mas precisamos construir as interfaces e estabelecer a transversalidade das políticas públicas para que elas transformem positivamente a vida das mulheres” afirmou.
Equidade no mundo do trabalho
Durante a sua fala para o auditório lotado de parlamentares mulheres, do Brasil e da Argentina, e representantes dos movimentos sociais, Iriny Lopes lembrou que para a construção da autonomia econômica das mulheres e equidade no mundo do trabalho é preciso votar o projeto de lei sobre equidade no mundo do trabalho (PL 5633), que está em tramitação na Casa. Esse projeto garante o acesso, permanência e acessão das mulheres mundo do trabalho em condições de igualdade. Para ela, não se trata de interferir nas decisões e escolha dos empresários, mas precisamos ampliar os direitos das mulheres e garantir a equidade no mundo do trabalho, disse.
A ministra lembrou que as mulheres devem se apropriar do momento econômico que o Brasil está vivendo e participar desse processo. Segundo ela, o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento -, é mais do que uma lista de obras. É uma visão do estado que retoma o seu papel de indutor do desenvolvimento e as mulheres devem se apropriar disso. Para tanto é necessária a ampliação dos postos de trabalho para as mulheres, não somente naqueles postos que tradicionalmente são ocupados por mulheres. As mulheres também podem desempenhar, em condições de igualdade, funções nas áreas das ciências, da engenharia, obras.
Câmara adere ao Programa Pró-equidade da SPM
A Câmara Federal aderiu, na quarta-feira (15/06), ao Programa Pró-equidade de Gênero e Raça da SPM. O programa promove a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas. A procuradora da Mulher da Câmara, deputada Elcione Barbalho, lembrou que, na Câmara, já existem projetos que tratam da igualdade. Mas “essa ação tem que começar por esta Casa. Precisamos mudar a cultura de gênero dentro das organizações, ressaltou".
A subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Angélica Fernandes, elogiou a adesão da Câmara, pois além de estabelecer as condições de equidade dentro da Casa, essa atitude reflete como referência para a sociedade, pois “o que é fundamental na luta contra as desigualdades que persistem no mundo do trabalho, como o acesso da mulher aos cargos de chefia e as diferenças salariais”, disse.