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Campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas
Seu objetivo é promover uma ampla mobilização social e um posicionamento da sociedade para reduzir a aceitação social da violência contra mulheres e meninas
A ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Nilcéa Freire, coordenou nesta segunda-feira (22/09), em Brasília, a audiência pública nacional para avaliação dos resultados da Campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas, que é desenvolvida simultaneamente no Brasil, Bolívia, Haiti e Guatemala. Participaram do evento, a SPM, outras entidades governamentais, parlamentares, agências multilaterais e entidades não governamentais.
O objetivo da Campanha Ponto Final é promover uma ampla mobilização social e um posicionamento da sociedade para reduzir a aceitação social da violência contra mulheres e meninas, bem como, gerar uma posição coletiva visível contrária à violência contra as mulheres.
Avanços e desafios - De acordo com Nilcéa Freire, a campanha não é pontual e sim permanente. “Esta estratégia de ações constantes e preventivas é um grande propulsor na erradicação da violência conta mulheres e meninas. Avançamos muito nestes últimos anos, mas o problema não está resolvido. Há muito o que fazer e a iniciativa está de parabéns”, afirmou.
Na avaliação da coordenadora adjunta da campanha, Maria Luisa de Oliveira, um dos resultados positivos do trabalho é que a temática não é trabalhada apenas com as mulheres ou com as vítimas, mas também com homens e jovens. Para a secretária executiva da Rede Feminista de Saúde, Telia Negrão, o primordial é esclarecer que a violência contra a mulher tem que ser desnaturalizada. “ Não podemos aceitar como normal a violência contra a mulher como foi construída socialmente e culturalmente mantida”, disse.
A campanha Ponto Final também tem como objetivo tornar visível a iniciativa internacional impulsionada pela Rede de Mulheres Latinoamericanas e do Caribe com o apoio da Oxfam e que no Brasil envolve a Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Reprodutivos em parceria com a Rede de Homens pela Equidade de Gênero(RHEG), Agende Ações de Gênero Cidadania e Desenvolvimento e Coletivo Feminino Plural, apoiadas em Porto Alegre, por Themis, Maria Mulher Organização de Mulheres Negras e Associação Comunitária do Campo da Tuca de Porto Alegre - RS.
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