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Instituto Avon divulga pesquisa sobre o câncer de mama
Dez mil mulheres morrem no Brasil todos os anos. Estima-se que neste ano, surgirão cerca de 50 mil casos novos de câncer no país
O Instituto Avon acaba de lançar a campanha Avon contra o Câncer de Mama. Outubro é o mês mundial dedicado à reflexão sobre o câncer de mama e formas de detecção precoce da doença. Para marcar a data, o Instituto apresenta, nesta quarta-feira (29/09), a partir das 10h, no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, nº. 2073), em São Paulo, o estudo nacional, intitulado “Pesquisa Instituto Avon/Ipsos - Percepções sobre o câncer de mama - mitos e verdades em relação à doença”. A análise foi feita com mil mulheres brasileiras para entender os mitos e verdades delas em relação à doença. Também será aberta a amostra “De peito aberto - A autoestima da mulher com câncer de mama, uma experiência humanista”, da jornalista Vera Golik e o sociólogo e fotógrafo Hugo Lenzi, que fica exposta até 8 de outubro.
Participam da apresentação da pesquisa à imprensa, a ministra Nilcéa Freire, Secretaria de Políticas para as Mulheres, o presidente da Avon Brasil, Luiz Feleipe Miranda, e o diretor da Ipsos Public Affairs, Paulo Cidade.
Com a nova campanha, o Instituto Avon muda o direcionamento para apoio a projetos e passa a financiar a construção e aparelhamento de centros de prevenção, com capacidade para oferecer a usuárias do SUS, em um mesmo local, os exames necessários para descobrir precocemente o câncer de mama e, assim, oferecer maior chance de cura. A iniciativa traz em todas as suas peças o laço rosa, símbolo utilizado mundialmente pela Avon e muito divulgado durante o Avon Walk Around the World for Breast Cancer, evento que mobiliza milhares de pessoas em mais de 50 países em seis continentes, para mostrar o comprometimento da empresa com a causa.
A estratégia atual para o combate à doença passa a ser o apoio a grandes centros de prevenção de câncer de mama, com dinheiro arrecadado por meio da venda de produtos que apóiam a campanha, vendidos no folheto de cosméticos da Avon. A Avon doa 7% do valor desses produtos para causa e as revendedoras encarregam-se, voluntariamente, da divulgação e venda desses produtos. Além disso, elas revendem a camiseta que apóia a causa, cujo lucro reverte integralmente para a causa. Ana Paula Arósio e Thiago Lacerda divulgam a camiseta deste ano, já à venda nos folhetos da Avon.
O câncer de mama no Brasil
Os números ainda assustam. Dez mil mulheres morrem no Brasil todos os anos. A razão: 60% dos casos o câncer de mama são detectados em estágio avançado. Estima-se que neste ano, surgirão cerca de 50 mil casos novos de câncer no Brasil. Apesar dos números, “o câncer de mama - uma das doenças que mais matam mulheres no Brasil - tem cura e a principal aliada nesse sentido é a detecção precoce, que eleva para 98% a chance de sobrevivência”, alerta Rita Dardes, diretora médica do Instituto Avon.
“De peito aberto” - A obra trata do resgate da auto-estima da mulher, abordando o câncer de mama de maneira mais humanista. Esse tipo de câncer atinge alguns dos mais fundamentais símbolos da mulher: seios, cabelos, fertilidade e libido. A batalha pela superação contada por brasileiras de várias partes do Brasil, leva uma mensagem de esperança a mulheres de todo o país.
O objetivo do projeto é provocar a reflexão, estimular a descoberta, romper silêncios, derrubar pudores e promover a individualidade dessa mulher, torná-la especial em suas particularidades. Conscientiza a população, desmistifica o câncer de mama e estimula um tratamento mais humanizado à mulher. São realizadas exposições fotográficas, distribuição de um folder com depoimentos de médicos e pacientes, além da organização de workshops com pacientes, familiares e diversos profissionais da área da saúde.
São 53 painéis, sendo 43 de fotos e 10 de textos, num total de 40 mulheres fotografadas. Em comum, o câncer de mama, vivenciado e vencido. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre os tipos mais agressivos, esse é o tumor de maior incidência entre as mulheres, seguido pelo câncer de colo de útero. A cada ano, surgem 50 mil casos no Brasil e são registrados 9 mil óbitos.
Hugo e Vera mergulharam na vida dessas mulheres - entre 27 e 62 anos de idade -, resgatando experiências fortes nas quais, apesar da individualidade dos relatos, um traço é recorrente: a importância do apoio da família, dos amigos e, principalmente, de uma abordagem mais humana dos profissionais de saúde.