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AVISO DE PAUTA - 12/07/2010
Começa nesta terça-feira, dia 13 de julho, a XI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, em Brasília, que tem como tema “O Papel do Estado: Desenvolvimento Econômico das Mulheres depois de 1995 e nas conferências regionais”. Participam do evento, cerca de 800 pessoas de 53 países diferentes, entre Chefes de Estado, autoridades ministeriais, representantes de organismos internacionais e da sociedade civil.
Na abertura, a Cepal apresentará uma compilação inédita de dados reunidos num documento, de 93 páginas, com o mesmo título da conferência: “Que tipo de Estado? Que tipo de Igualdade?”. O estudo traz um olhar regional comparativo, sobre as conquistas e os desafios dos governos da região. Os principais temas abordados no relatório são: trabalho, autonomia, igualdade de gênero, educação, cotas nas eleições, entre outros.
Seguem abaixo alguns dados a serem divulgados na Conferência da Cepal.
Data: de 13 a 16 de julho de 2010
Horário: a partir das 9h15
Local: Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada
A mulher da América Latina e do Caribe em números
Mulher X Renda: Dados de 2008 mostram que 31,6% das mulheres de 15 anos ou mais na América Latina e Caribe não tinham renda própria, enquanto que somente 10,4% dos homens estavam nessa condição. Ainda assim, as mulheres superam os homens em termos de desemprego (8,3% contra 5,7%) e embora a brecha salarial entre os gêneros tenha diminuído, a renda média das mulheres passou de 69% para 79% em 2008.
Mulher X Miséria: Aumentou em 12 pontos percentuais o número de mulheres pobres na América Latina e Caribe, apesar do crescimento de sua participação econômica. Considerando um indicador de paridade, em 1990 eram 118 mulheres indigentes para cada 100 homens na mesma situação. Em 2008, o número de mulheres indigentes saltou para 130.
Mulher X PEA: A taxa de participação econômica das mulheres nas zonas urbanas da região aumentou de 42% para 52% nos últimos 20 anos, enquanto a População Economicamente Ativa (PEA) dos homens ficou estável em 78%. As magnitudes da PEA feminina oscilam numa faixa que vai desde 44% em Cuba até 57% no Brasil, enquanto a taxa masculina varia entre 67% em Cuba e 85% na Guatemala.
Mulher X Poder: O Brasil ocupa um dos piores lugares no ranking de representação das mulheres nos espaços de poder, quer judiciário, executivo ou legislativo. No principal órgão legislativo nacional, o Brasil tem apenas 9% de mulheres, na frente apenas de Belize, que não tem sequer uma representante, Haiti (4%), São Cristóvão e Névis (7%) e Colômbia (8%).
Mais informações: www.conferenciasobreamulher.net.br
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