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Filme Positivas será exibido nesta quarta-feira
Documentários cujo tema central é a vida sob a perspectiva do vírus são lançados em Brasília. POSITIVAS e Histórias Positivas serão exibidos no Museu Nacional da República
Depois da pré-estreia, no Rio de Janeiro, chega à Brasília o filme POSITIVAS, da diretora Susanna Lira. A exibição, aberta ao público, acontece na quarta-feira (16/12), no Museu Nacional da Republica (Esplanada dos Ministérios), a partir das 20h. Também será apresentado um curta com trechos do documentário Histórias Positivas, produzido para ser veiculado em salas de espera do Serviço de Atendimento Especializado para Pessoas Vivendo com HIV/Aids (SAE).
POSITIVAS conta a história de sete mulheres que contraíram HIV de seus maridos e parceiros em relacionamentos estáveis. Por meio dos relatos Ana Paula, Silvinha, Cida, Rosária, Maria, Heli e Michelle, a obra aponta os principais fatores responsáveis pela feminização da Aids no país mostrando que, apesar do luto inicial que acompanha a notícia e do preconceito que vem em seguida, viver com Aids não é o fim e, ao contrário, pode significar uma nova chance à vida e à sexualidade. “A gente acha que o amor imuniza sintetiza a professora aposentada Maria Aparecida Lemos, de 54 anos, portadora do vírus há oito anos e uma das entrevistadas no documentário. A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), o Ministério da Saúde (MS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), apoiaram a realização da obra.
Já o documentário Histórias Positivas, produzido pelo Ministério da Saúde, tem um caráter educativo. São 12 vídeos que serão exibidos nas salas do SAE em todo o país. Esse projeto visa levar mais informação sobre a doença aos próprios portadores do HIV. Os vídeos com duração de 5 minutos cada um, abordam temas como viver com o vírus, nutrição, jovens com HIV, tratamento, diretos dos soropositivos, entre outros. Além de oferecer informações que contribuem para a melhoria da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/aids, os vídeos mostram que, quem vive com HIV/aids pode trabalhar, estudar, praticar esportes, namorar, fazer sexo com camisinha.
Participam da exibição a ministra Nilcéa Freire, da SPM; o ministro José Gomes Temporão, do MS; o secretário de Vigilância em Saúde do MS, Gerson Pena; a diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do MS, Mariângela Simão; e o diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do MS, Eduardo Barbosa.
Preconceito - Os números mostram que 13% da população acreditam que uma professora com HIV não pode dar aulas em qualquer escola. Outros 22,5% afirmam que não se pode comprar legumes e verduras em um local onde trabalha um portador do HIV. Além do desses fatores, 19% acreditam que, se um membro de uma família ficasse doente de aids, essa pessoa não deveria ser cuidada na casa da família. Esse foi o resultado da pesquisa realizada pelo MS, em 2008, sobre o comportamento sexual do brasileiro.
Segundo dados divulgados recentemente pelo UNAIDS, hoje existem aproximadamente 630 mil pessoas infectadas pelo HIV no Brasil, sendo que mais de 200 mil estão fazendo uso do tratamento oferecido pelo SUS. A política de acesso universal aos medicamentos adotada pelo Governo brasileiro vem possibilitando, ao longo dos anos, a melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV/aids. O que faz com que o País seja apontado como tendo um dos melhores programas de enfrentamento dessa epidemia no mundo.