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Ciclo de Encontros Regionais mobiliza empresas para adesão ao Programa Pró-Eqüidade de Gênero
Banco do Brasil, Eletronorte, Embrapa, Petrobrás, Serpro e Caixa Econômica Federal lançam estratégia para disseminar e compartilhar as melhores práticas de eqüidade de gênero
“Se não acelerarmos e criarmos atalhos para a conquista da igualdade, teremos impactos sérios no desenvolvimento do País, disse a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), durante o lançamento do Ciclo de Encontros Regionais de Fortalecimento da Eqüidade de Gênero no Mundo do Trabalho nesta terça-feira (9/12), em Brasília.
“A SPM, hoje, se assenta num triângulo propositivo em que cada vértice político possa conferir mais poder, mais autonomia e menos violência às mulheres, apontou a ministra ao classificar a igualdade de gênero, raça e etnia como fundamental para um “novo modelo de desenvolvimento em que haja crescimento e justiça social com menos desigualdade. Como exemplo de mudança e inclusão social, a ministra comentou a recente decisão do governo federal de criar um Programa de Prorrogação da Licença-Maternidade, como mais um instrumento de garantia dos direitos das mulheres.
Na cerimônia, a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, liderou a assinatura do termo de compromisso das empresas organizadoras do Ciclo de Encontros Regionais - Banco do Brasil, Eletronorte, Embrapa, Petrobrás, Serpro e Caixa Econômica Federal. A estratégia, que conta com apoio da SPM, visa disseminar e compartilhar as melhores práticas de eqüidade de gênero - aquelas que estabelecem o equilíbrio e a valorização do trabalho de homens e mulheres -, desenvolvidas pelas empresas participantes do programa Pró-Eqüidade de Gênero.
Aumento de adesões
A rodada se inicia a partir de março de 2009, após a entrega do selo da 2ª edição do Programa Pró-Eqüidade de Gênero, e percorrerá as cinco regiões brasileiras. O Ciclo de Encontros Regionais terá a participação de gestores do programa, funcionários das empresas e organizações interessadas.
Durante o ato de lançamento, as empresas apresentaram as boas práticas incorporadas pela cultura organizacional. A diretora-executiva da Embrapa, Tatiana de Abreu Sá, citou o crescimento da presença feminina na empresa, que registrou a primeira mulher a compor o quadro diretivo após 19 anos de fundação. “Em 1980, 16% dos empregados da Embrapa eram mulheres. Em 2005 eram 24,5% e em 2008, 26,3%, afirmou. “A adesão é a possibilidade de trazermos essa discussão para dentro da empresa de forma contundente, completou a diretora-executiva Tatiana de Abreu Sá.
Produção de indicadores
“Reiteramos o compromisso da Eletronorte no resgate de empresa cidadã, disse o diretor Francisco Lima ao listar as ações para igualdade de gênero. Entre elas, a realização do I Curso de Formação de Mulheres Gerentes, que aumentou o quadro gerencial feminino de 22 para 33 em dois anos (2006-2008); inclusão das dimensões de gênero e raça nas pesquisas de clima organizacional e nas ocorrências de acidentes de trabalho, entre outras. O quadro geral atual da empresa é composto por 30% de mulheres e 40% de estagiárias.
Numa breve revisão da história do Banco do Brasil, o vice-presidente Luiz Osvaldo Souza lembrou que foram necessários 195 anos para que fosse nomeada a primeira diretora. Atualmente, o Banco do Brasil contabiliza seis mulheres na diretoria. “O Banco do Brasil assumiu esse compromisso e o primeiro passo foi a realização de uma pesquisa para identificar as barreiras e as causas que impediram a mobilidade de mulheres no banco, comentou Souza.
Já o vice-presidente da Caixa Economia Federal, Carlos Gomes, discursou sobre as mudanças percebidas na empresa desde a adesão ao Programa Pró-Eqüidade de Gênero, em 2005. Gomes citou como resultados a realização de pesquisa com público interno, readequação da Ouvidoria Interna, produção de cartilhas sobre a Lei Maria da Penha e adesão à campanha “Homens Unidos pelo Fim da Violência contra as Mulheres.