Pedra do Sal

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O projeto de Sinalização e Reconhecimento de Lugares de Memória dos Africanos Escravizados no Brasil é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC). O objetivo é dar visibilidade à história e à memória da matriz africana no Brasil. No MDHC, o projeto é coordenado pela Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas (CGMET).
Dividido em duas etapas, a primeira visa à elaboração e fixação de placas alusivas ao reconhecimento pelo Programa Rotas dos Povos Escravizados da Unesco de 100 lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil, situados em 16 diferentes Unidades da Federação. A segunda etapa é voltada para ampliar a política de memória da escravidão nas regiões onde serão sinalizadas a partir deste projeto. O foco será a disseminação do projeto por meio de plataformas digitais e a educação e cultura em direitos humanos, por meio da elaboração de material pedagógico e de apoio para professoras e professores sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Pedra do Sal
Tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), em 1987, a Pedra do Sal é considerada um marco cultural da africanidade brasileira, espaço ritual consagrado e o mais antigo monumento vinculado à história do samba carioca. Como nas redondezas se carregava o sal, popularizou-se como Pedra do Sal. Segundo o parecer do historiador Marcelo Moreira Ipanema, membro do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB), ali se instalaram os primeiros negros da Saúde, encontraram-se as Tias Baianas, soaram os ecos das lutas populares, das festas de candomblé e das rodas de choro. A Pedra do Sal sofreu um impressionante corte, na década de 1830, quando foi aberta a Rua Nova de São Francisco da Prainha (hoje Sacadura Cabral). Realizada com o braço escravo, a obra contou com a presença de muitos africanos, como Mariano Mina, Vicente Moçambique, Antonio Benguela, Antonio Congo, Manoel Mina e Ignacio Moçambique.
Fonte: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História os Africanos Escravizados no Brasil | Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Unesco.