Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo

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O projeto de Sinalização e Reconhecimento de Lugares de Memória dos Africanos Escravizados no Brasil é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC). O objetivo é dar visibilidade à história e à memória da matriz africana no Brasil. No MDHC, o projeto é coordenado pela Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas (CGMET).
Dividido em duas etapas, a primeira visa à elaboração e fixação de placas alusivas ao reconhecimento pelo Programa Rotas dos Povos Escravizados da Unesco de 100 lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil, situados em 16 diferentes Unidades da Federação. A segunda etapa é voltada para ampliar a política de memória da escravidão nas regiões onde serão sinalizadas a partir deste projeto. O foco será a disseminação do projeto por meio de plataformas digitais e a educação e cultura em direitos humanos, por meio da elaboração de material pedagógico e de apoio para professoras e professores sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Paulo
Fundadas em 1715, a Igreja e a Irmandade foram transferidas do Largo do Rosário em 1904, quando o templo foi demolido e o logradouro rebatizado com o nome de Antonio Prado, prefeito de São Paulo entre 1900 e 1910. Hoje a área é ocupada por uma prédio comercial, BM&Bovespa. A desapropriação iniciara-se na década de 1890 pelas residências dos irmãos forros e libertos e pelo cemitério da Irmandade, em terrenos limítrofes à Igreja. A justificativa para as demolições eram os batuques ocorridos após as missas. Transferida para o Largo do Paissandu, desde o início do século XX, a Igreja e sua Irmandade mantêm-se como palcos de celebrações negras.
Fonte: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História os Africanos Escravizados no Brasil | Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Unesco.