Casa das Minas - Kwerebentan to Zomadonu

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O projeto de Sinalização e Reconhecimento de Lugares de Memória dos Africanos Escravizados no Brasil é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC). O objetivo é dar visibilidade à história e à memória da matriz africana no Brasil. No MDHC, o projeto é coordenado pela Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas (CGMET).
Dividido em duas etapas, a primeira visa à elaboração e fixação de placas alusivas ao reconhecimento pelo Programa Rotas dos Povos Escravizados da Unesco de 100 lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil, situados em 16 diferentes Unidades da Federação. A segunda etapa é voltada para ampliar a política de memória da escravidão nas regiões onde serão sinalizadas a partir deste projeto. O foco será a disseminação do projeto por meio de plataformas digitais e a educação e cultura em direitos humanos, por meio da elaboração de material pedagógico e de apoio para professoras e professores sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Casa das Minas - Kwerebentan to Zomadonu
A Casa Mina Jeje de São Luís foi criada pelos chamados minas, procedentes do Daomé, na primeira metade do século XIX. A Casa das Minas teria sido fundada pela rainha Nan Agontime, viúva do Rei Agonglô (1789-1797), vendida como escrava por Adondozã (1797-1818). A atual sede, na Rua de São Pantaleão, esquina com o Beco das Minas, teria sido fundada em 1847, em terreno comprado por libertos. Segundo a tradição oral, a primeira chefe da Casa foi Maria Jesuína. Durante a abolição e nas primeiras décadas do século XX, a Casa das Minas teria se expandido significativamente e encontrado apoio entre intelectuais maçons e libertos. A Casa das Minas foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2002.
Fonte: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História os Africanos Escravizados no Brasil | Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Unesco.