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AQUI É BRASIL
Nova operação do programa Aqui é Brasil acolhe 69 repatriados em Confins (MG)
(Foto: Divulgação/MDHC)
A deportação foi realizada pelo governo norte-americano. No Brasil, o atendimento aos repatriados é coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em articulação com órgãos federais e parceiros institucionais, com foco na garantia de direitos e na oferta de acolhimento digno e humanizado.
Após os procedimentos iniciais no aeroporto, parte do grupo foi encaminhada à estrutura de atendimento montada em hotel parceiro. No local, foram disponibilizados alimentação, kits de higiene, atendimento de saúde e acompanhamento psicossocial, além do suporte necessário para o retorno às cidades de origem.
Para Bryan Rodas, assistente de projetos do Programa Aqui é Brasil e porta-voz da operação, a ação reforça a importância de uma atuação integrada, capaz de responder às diferentes necessidades apresentadas pelas pessoas repatriadas no momento do retorno ao país.
“Temos tido aprimoramentos no fluxo de identificação de casos de saúde, com uma maior procura pela equipe do Ministério da Saúde. Isso demonstra a importância da ação interministerial própria do programa Aqui é Brasil, que acolhe essas pessoas em uma perspectiva completa, não apenas no acolhimento físico daquele momento, mas também considerando especificidades de saúde mental e outras peculiaridades trazidas nesse fluxo migratório”, destacou.
Segundo ele, o acolhimento começa no primeiro contato das equipes com os repatriados, logo após o desembarque: “Vemos um impacto muito significativo na situação psíquica dessas pessoas desde o momento em que elas passam pela porta, após sair do avião, até o momento do acolhimento. A equipe que recebe, dando boas-vindas, falando que elas estão no Brasil e desejando um bom retorno, faz com que essas pessoas se abram para esse acolhimento”.
Programa interministerial
Coordenado pelo MDHC, o programa Aqui é Brasil reúne uma rede interinstitucional formada pelos ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de governos estaduais, Polícia Federal (PF), Defensoria Pública da União (DPU), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A iniciativa tem como foco garantir acolhimento emergencial e acompanhamento continuado, assegurando o acesso a serviços essenciais e a proteção da dignidade e dos direitos humanos dos brasileiros em processo de retorno ao país.
Como parte das ações de transparência, o MDHC e a OIM disponibilizam um painel público de indicadores com dados demográficos das pessoas atendidas, preservando suas identidades. A ferramenta amplia o acesso a informações atualizadas sobre as operações e fortalece o controle social.
Também está em funcionamento o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), localizado no 1º piso do Terminal de Passageiros 1, no nível superior ao check-in 1, do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG). O espaço oferece atendimento interdisciplinar especializado, com foco na escuta qualificada, na orientação documental e no encaminhamento para políticas públicas nas áreas de assistência social, saúde, educação, trabalho e renda.
Ao destacar a dimensão humana da iniciativa, Bryan Rodas afirmou que o programa também oferece aos repatriados uma perspectiva concreta de reconstrução de vida no Brasil: “No momento em que chegam ao hotel, descansam, tomam banho, jantam, tomam café e já estão mais descansadas, as pessoas acolhidas percebem que o programa Aqui é Brasil também oferece uma perspectiva de futuro. Mostra que não acabou, que há uma possibilidade de recomeço aqui no Brasil, a partir do processo de integração socioeconômica".
Operações anteriores
Desde sua criação, no ano passado, o programa Aqui é Brasil já contabiliza 52 operações realizadas, possibilitando o retorno de 4,199 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade, majoritariamente oriundos dos Estados Unidos.
Em 2026, as ações seguem em ritmo contínuo, com operações registradas nos dias 7, 14 e 30 de janeiro; 5, 11, 16 e 28 de fevereiro; 6, 11, 18 e 26 de março; 2, 8, 15 e 29 de abril; e 6 de maio, reforçando o compromisso permanente do Estado brasileiro com a recepção humanizada e a proteção de seus cidadãos no processo de retorno ao país.
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Texto: L.M.
Edição: G.O.
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