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Ministra Macaé Evaristo marca presença na abertura da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes
(Foto: Gabriela Matos/MDHC)
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou, na sexta-feira (23), da cerimônia de abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes, que segue até o dia 31 de janeiro. A solenidade teve como tema “Soberania Imaginativa” e destacou a força do cinema brasileiro como expressão artística, cultural e econômica.
Nesta edição, o evento homenageia a atriz e roteirista Karine Telles, reconhecida por sua trajetória autoral no audiovisual nacional. A presença da ministra ocorreu na cerimônia que marca o início oficial do calendário audiovisual brasileiro, reunindo representantes do setor cultural, gestores públicos, artistas e realizadores de todo o país.Durante sua fala na abertura, Macaé Evaristo agradeceu à Universo Produções, ao Ministério da Cultura, sob a liderança da ministra Margareth Menezes, à Petrobras, e destacou a importância da construção coletiva do cinema brasileiro como política pública e expressão de soberania cultural.
“Estar em Tiradentes, cidade que abre o calendário do nosso audiovisual e reúne filmes de 23 estados brasileiros, é celebrar a potência da diversidade que forma o Brasil. E essa mostra não é apenas um festival; ela é um espaço de exercício da democracia viva, exercida na tela, na escuta e no debate”, afirmou.
Macaé Evaristo também celebrou o momento positivo vivido pelo cinema brasileiro, destacando a resistência do setor e a valorização da memória e da verdade por meio do audiovisual. Nesta semana, o filme O Agente Secreto foi indicado ao Oscar 2026 em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Seleção de Elenco. Além disso, Adolpho Veloso, diretor de fotografia do filme Sonhos de Trem, recebeu indicação ao prêmio na categoria Melhor Fotografia, reforçando o reconhecimento internacional do cinema brasileiro em diferentes produções.
“Temos um momento importante no reconhecimento do cinema brasileiro no mundo, mas esse reconhecimento não se explica apenas pela qualidade estética das obras. Ele revela algo mais profundo. Somos um povo que sabe transformar memória, dor, alegria e luta em narrativa”, avaliou a ministra.
A ministra também lembrou a realização da 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, em Belo Horizonte, evento promovido pelo MDHC: “No Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com o Ministério da Cultura, realizamos a Mostra de Cinema e Direitos Humanos, que chegou à sua 15ª edição, aprofundando debates sobre justiça social e climática. Ali reafirmamos o cinema como ferramenta de educação, sensibilidade e defesa da vida”.Já Raquel Hallak, coordenadora-geral da Mostra, homenageou o intelectual Milton Santos e a ideia, por ele defendida, de que a força de um país está na sua capacidade de produzir sentidos. Segundo ela, reconhecer essa perspectiva é compreender que o cinema não é apenas entretenimento, mas uma forma de existir.
“É inspirada nessa mensagem que começamos hoje a dar asas à nossa imaginação. Vamos viajar pelo cinema brasileiro. Esse gesto coletivo de olhar, sentir e imaginar outros mundos possíveis. Estar aqui na Mostra Tiradentes é reafirmar que ver um filme é compartilhar o tempo e o espaço. É construir sentidos em comum”, ressaltou.
Raquel Hallak reforçou ainda que o cinema ultrapassa a dimensão do lazer e se afirma como expressão fundamental da vida social: “É cultura, é economia criativa, é trabalho, é formação de pensamento crítico, influencia a maneira como nos vemos e como somos vistos no mundo”.
Sobre a Mostra
Realizada de forma ininterrupta desde 1998, a Mostra de Cinema de Tiradentes é reconhecida nacional e internacionalmente como um dos principais espaços de exibição, reflexão e formação do cinema brasileiro contemporâneo. Com programação gratuita, o evento apresenta produções de diferentes regiões do país e promove debates, seminários e atividades formativas, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e o fortalecimento do audiovisual como patrimônio cultural brasileiro.
A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em 2026, oferece infraestrutura com acessibilidade física e comunicacional, garantindo que produções como os curtas “Mukunã – Aprendiz de Pajé” e “Confluências” sejam exibidas com audiodescrição, Libras e legendas descritivas. Enquanto alguns títulos das mostras competitivas possuem classificações indicativas específicas, em razão de seus eixos temáticos, o festival dedica a seção “Mostrinha” exclusivamente ao público infantil, apresentando, em 2026, dois longas-metragens e cinco curtas-metragens de classificação livre, também acompanhados de recursos acessíveis. Além das sessões, o evento assegura tradução simultânea em Libras para debates e oficinas.
Ao integrar a agenda institucional da Mostra, o MDHC destaca o papel do cinema na educação em direitos humanos e na valorização da diversidade, ao estimular narrativas que dialogam com temas como cidadania, justiça social, memória histórica e reconhecimento de grupos historicamente invisibilizados. A participação da ministra também evidencia a articulação do ministério com outras pastas e instituições na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cultura e da economia criativa no país.
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Texto: R.M.
Edição: G.O.
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