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PROTEÇÃO E CUIDADO
Symmy Larrat destaca papel estratégico da enfermagem no cuidado à população LGBTQIA+ durante seminário nacional
(Foto: Kessiley Jordan/SLGBTQIA+/MDHC)
A secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Symmy Larrat, participou, nesta quarta-feira (11), em Brasília (DF), da mesa de abertura do I Seminário Nacional de Assistência de Enfermagem à População LGBTQIA+. O evento reúne especialistas, pesquisadores e profissionais da enfermagem para discutir políticas públicas de saúde, acolhimento sem discriminação, identidade de gênero, orientação sexual, saúde mental e estratégias para a superação de preconceitos no cuidado em saúde.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer uma assistência mais ética, humanizada e alinhada às necessidades da população LGBTQIA+, reconhecendo o papel central da enfermagem na promoção da saúde em todos os territórios do país.
Durante sua fala, Symmy destacou a relevância do encontro e a importância da profissão como primeira linha de cuidado no país. “A enfermagem é uma categoria gigantesca, é a maior categoria da saúde. Não tem como falar de saúde sem falar de enfermagem. Quem chega mais na vida das pessoas, quem fala diretamente com as pessoas, quem é a primeira linha de cuidado são vocês”, afirmou.
Symmy também destacou a capilaridade da categoria, presente em cidades, comunidades rurais, territórios quilombolas e indígenas. “Falar de enfermagem, dada essa amplitude, é falar de diversidade. O olhar da categoria enfermagem é diverso na sua composição humana e diversa no serviço que promove”, ressaltou.
A secretária enfatizou que o cuidado é uma das principais pautas da política pública voltada à população LGBTQIA+, especialmente diante do cenário de violências e discriminações. “Cuidado, para nós, tem sido uma das principais pautas, porque o cuidado é essencial para uma população que vive sofrendo essa violência e que vive sofrendo uma violência só por ser quem são”, afirmou.
Ela também chamou atenção para a necessidade de olhar não apenas para a pessoa LGBTQIA+, mas para os contextos familiares e sociais que, muitas vezes, também adoecem em situações de conflito e expulsão. “Então, nós temos que cuidar da pessoa LGBTQIA+, e cuidar desta família, para que este cuidado promova uma outra realidade de relação humana entre nós e a humanidade, que é uma relação de respeito, de compreensão, de afeto e de cuidado”, reforçou.
Durante o seminário, a secretária ainda reforçou que a Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, lançada recentemente, está com processo de adesão aberto para estados, municípios e instituições. “Da porta do serviço para dentro, o que tem que ter é cuidado para as pessoas, cuidado de saúde mental, de saúde física, enfim, é cuidado e acolhimento”, concluiu.
Com a participação no evento, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, reafirmou seu compromisso de apoiar iniciativas formativas e espaços de diálogo com as categorias profissionais da saúde, contribuindo para o fortalecimento de práticas baseadas no respeito à diversidade, na promoção da equidade e na garantia de direitos.
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Texto: E.G.
Edição: F.T.
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