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Tendas Laranjas integram justiça climática e proteção à infância na COP30
(Foto: Reprodução/MPPA)
Idealizadas para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), a iniciativa das Tendas Laranjas tem o propósito de integrar justiça climática e proteção integral da infância. A ação é coordenada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) com apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Com foco no acolhimento, orientação e prevenção de violações de direitos de crianças e adolescentes, são promovidas ações educativas, distribuição de materiais informativos e atividades de sensibilização que mobilizam a população. A equipe conta com 48 profissionais e mais de 200 voluntários, identificados por coletes de cor laranja que atuam conforme protocolo padronizado de atendimento.
Segundo Célia Nahas, Coordenadora-Geral de Enfrentamento às Violências da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA) do MDHC, as Tendas Laranjas compõem a estratégia de proteção aos públicos vulneráveis dentro da COP30, com plantão integrado, espaços seguros e equipes volantes. “Elas estão espalhadas em oito pontos estratégicos da cidade de Belém, têm uma equipe técnica gerida pelo Ministério Público para orientar e acolher as pessoas em qualquer caso de violação de direitos de crianças e adolescentes, mulheres ou qualquer outra população vulnerável”, explicou.
As Tendas Laranjas registraram grande circulação de público e expressivo alcance social nos primeiros quatro dias de funcionamento nos pontos instalados em Belém. De acordo com o balanço parcial, cerca de 11,5 mil pessoas foram atendidas diretamente pelos serviços oferecidos, e a estimativa de público impactado, direta ou indiretamente, chega a aproximadamente 30 mil pessoas.
Resultados e impacto social
O projeto também articulou mais de 400 vagas ofertadas em cursos profissionalizantes e 80 oportunidades de inserção no mercado de trabalho para jovens aprendizes. Além disso, foram realizadas mais de 200 identificações infantis, com a colocação de pulseiras em crianças para reforçar a segurança nos locais de grande circulação durante o evento.
Durante a conferência, as Tendas Laranjas funcionam como ambientes seguros para acolhimento, atendimento humanizado, orientação, escuta qualificada, encaminhamento responsável, denúncias e disseminação de informações para prevenir violações de direitos de crianças e adolescentes.
As estruturas foram instaladas em locais estratégicos de grande circulação, como o Aeroporto Internacional e o Terminal Rodoviário de Belém; o Mercado de São Brás, no centro histórico da cidade; o Complexo Estação das Docas; a área de eventos e convenções Castanheira IDESO; o Terminal Hidroviário; o Parque Linear da Doca; e a Universidade Federal do Pará.
A atuação das Tendas Laranjas não se encerrará com o fim da COP30, no dia 21 de novembro. A iniciativa deixará um legado permanente para Belém e o Marajó, com a doação de materiais lúdicos e áreas de acolhimento para Conselhos Tutelares; oferta de cursos de informática e profissionalização para adolescentes em situação de vulnerabilidade, além da produção de materiais bilíngues de prevenção e da distribuição de mudas de plantas, símbolo do crescimento e da proteção ambiental.
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Texto: C.A.
Edição: G.O.
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