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MÚLTIPLAS VELHICES
SNDPI destaca diversidade do envelhecimento em congresso sobre Alzheimer no Rio de Janeiro
(Foto: III Seminário sobre Doença de Alzheimer/Divulgação)
O secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Alexandre da Silva, participou do II Congresso da Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia & III Seminário sobre Doença de Alzheimer, realizado na última sexta-feira (31), na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O evento reuniu especialistas, pesquisadores e gestores públicos para debater temas relacionados ao envelhecimento, à saúde cognitiva e ao enfrentamento das demências no Brasil.
Na mesa “As Múltiplas Velhices da Pessoa Idosa Brasileira”, o secretário Alexandre abordou as desigualdades e realidades diversas que moldam o processo de envelhecimento no país. Segundo o gestor, compreender essas diferenças é essencial para a formulação de políticas públicas que promovam o envelhecer com dignidade, equidade e inclusão.
“O envelhecimento no Brasil não é uma experiência homogênea. Ele é atravessado por gênero, raça, território e classe social. Quando olhamos para os homens negros, por exemplo, vemos que muitos não chegam a viver os mesmos anos que os homens brancos, o que evidencia o impacto das desigualdades estruturais em todo o curso da vida”, destacou.
Envelhecimento com dignidade
Durante sua fala, o secretário trouxe exemplos da vida cotidiana para ilustrar como a violência e o racismo afetam o envelhecimento da população negra, especialmente nas grandes cidades. “Essas violências se naturalizam e passam a fazer parte da trajetória de vida de muitas pessoas. Há lugares onde a bala perdida nunca alcança — e outros onde ela sempre chega. Isso revela um padrão que se repete e que precisa ser enfrentado pelas políticas públicas”, afirmou.
Alexandre também chamou atenção para o crescimento acelerado da população idosa no país e para as desigualdades regionais desse processo. “Hoje, quase 17% da população brasileira tem 60 anos ou mais. Em alguns municípios do Sul, esse número já ultrapassa 30%. Essa realidade exige uma reconfiguração das políticas públicas, que precisam atender tanto crianças e adolescentes quanto pessoas idosas, considerando suas especificidades culturais e sociais”, completou.
O secretário reforçou, ainda, que o enfrentamento do idadismo — a discriminação baseada na idade — é uma prioridade na agenda do MDHC e da SNDPI, e destacou a importância de integrar esse debate a outras pautas de direitos humanos, como a equidade racial, de gênero e a inclusão das pessoas LGBTQIA+ idosas. “O envelhecimento deve ser reconhecido como uma dimensão dos direitos humanos. Precisamos superar a ideia de que envelhecer é um problema e compreender que é uma conquista que deve ser vivida com dignidade e proteção”, afirmou.
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Texto: E.G.
Edição: F.T.
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