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Comitiva do governo vai ao Acre analisar fluxo migratório no estado

Publicado em 16/10/2020 13h27
Comitiva do governo vai ao Acre analisar fluxo migratório no estado

Foto: Divulgação/SNF - MMFDH

Em viagem oficial ao Acre (AC), uma comitiva do governo, integrada pela secretária nacional da família, Angela Gandra, se reuniu com autoridades locais para debater a questão do fluxo migratório na região, que faz fronteira com o Peru e a Bolívia, e a situação das famílias abrigadas no estado.

“A regularização do fluxo migratório foi um pedido feito pelo estado do Acre. Demos prioridade à análise in loco da situação em Assis Brasil, Epitaciolândia e Brasiléia, em zona fronteiriça com o Peru e a Bolívia, para encontrar as devidas soluções. Ouvimos prefeitos, secretários, a Polícia Federal e visitamos o alojamento de imigrantes e refugiados”, relatou a titular da Secretaria Nacional da Família.

A visita, que teve duração de três dias, ocorreu em cumprimento a um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e a Defensoria Pública da União (DPU). A agenda de reuniões e visitas a alojamentos de migrantes foi concluída nesta sexta-feira (16).

De acordo com a secretária, um relatório situacional deverá ser apresentado à Casa Civil. Ela considera muito importante que o processo de interiorização dessas pessoas seja feito com dignidade. “De fato, mais do que raças ou direitos, buscamos também promover os deveres humanos em exercício de fraternidade. Sem perder de vista o povo brasileiro, fazer com os vulneráveis o que gostaríamos que fizessem conosco se nos encontrássemos nessa situação”, ressaltou.

A titular da SNF destacou ainda a importância dessas pessoas terem acesso à documentação de maneira rápida e eficaz e das famílias não serem separadas no processo de interiorização. “Consideramos importante unir essas famílias, dar uma saída efetiva de interiorização e econômica para elas. Isso tem que ser feito da forma mais digna possível, com alojamento adequado e acompanhamento para evitar também algo que estamos identificando, que é o tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil”, defendeu a secretária.

Direitos iguais

Na ocasião, Angela Gandra também se reuniu com autoridades do Peru para solicitar a abertura da fronteira com o Brasil em igualdade de condições. “Com isso, queremos fortalecer o direito de ir e vir das famílias que habitam a fronteira”, explicou.

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