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Seminário reúne famílias de crianças superdotadas e com altas habilidades

Seminário reúne famílias de crianças superdotadas e com altas habilidades.

Foto: Willian Meira / ASCOM MMFDH


O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional da Família (SNF), realizou nesta segunda-feira (16) o primeiro Seminário sobre Altas Habilidades e Superdotação, em Brasília/DF. O evento, que ocorreu das 9h30 às 18h30, teve o objetivo de orientar famílias e profissionais sobre o desenvolvimento saudável de pessoas com essa condição, bem como falar sobre sua inserção nos meios familiares, escolares, sociais, resolução de conflitos geracionais e sobre políticas públicas a respeito do tema.

A ministra Damares Alves participou do evento. “O tema de crianças, adolescentes e jovens com altas habilidades tem sido trazido pelas famílias até o Ministério. Gente que está desesperada, com a mão na cabeça, pedindo socorro. Eles vêm atrás de respostas, respostas que às vezes a gente não consegue dar. Nem como ministra, nem vocês como educadores, nem os especialistas, nem o ministério. Mas são respostas que a gente vai ter que se unir para dar, porque o problema está posto”, afirmou Damares.

Segundo a ministra, é preciso avançar muito nessa área. “Eu estive em sala de aula, sei os desafios de estar dentro de sala com uma criança com alta habilidade que ninguém compreende. E, às vezes, o professor quer fazer tanto, mas as suas limitações são maiores do que o seu desejo, sua vontade, sua intenção”, ela disse.

Inclusão

A titular da SNF, Angela Gandra, lembrou que a inclusão começa na família. “A família tem que ser trabalhada, porque a plataforma é dada a partir dela. É preciso uma aceitação, é preciso um esquecimento próprio, é preciso sair de si para poder entender essa pessoa que foi agraciada com tanto talento”, disse. “Também me preocupa muito o uso utilitarista dessas crianças. Trabalhei com os novos “influencers”, crianças que os pais colocam no YouTube para ganhar dinheiro. É uma preocupação que se use do talento de um filho para ganhar economicamente”, afirmou a secretária.

O Diretor de Formação, Desenvolvimento e Fortalecimento da Família, André Brugger, relatou que “as pessoas com altas habilidades e superdotação possuem grande potencial para se desenvolver pessoal e profissionalmente, contribuindo com o bem-estar coletivo e alcançando sentido de realização, desde que estejam inseridas em estruturas familiares e sociais com a devida atenção às suas especificidades”.

Programação

O evento teve início com uma mesa de abertura que incluiu a ministra Damares Alves; a Secretária da SNF, Angela Gandra; a Secretária de Modalidades Especializadas de Educação do Ministério da Educação (MEC), Ilda Ribeiro; e o Secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcelo Morales.

Ainda pela manhã, os participantes assistiram à uma Aula Magna com Angela Virgolim, Presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação, e de uma roda de conversa a respeito do tema. Além de Angela Virgolim, participaram do debate a Vice-Presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação, Vera Lucia Pereira; a especialista e Mestre em Educação na área de concentração “Educação de Superdotados”, Cristina Delou, além de Vanessa Krominski, Mestre em Educação.

Após o almoço, foram realizadas três mesas temáticas. A primeira discutiu sobre “Superdotação e Desenvolvimento: Questões Familiares, Parentais e Geracionais”. A segunda versou sobre o tema “Políticas Públicas para Altas Habilidades e Superdotação”. Já a terceira, falou sobre “Altas Habilidades, Superdotação e Temas Atuais”. Para encerrar o Seminário, a professora titular da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e Sócia Fundadora do Conselho Brasileiro para a Superdotação, Cristiana Aspesi, palestrou sobre “A Família no Desenvolvimento de Talentos”.

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