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03/06 - SPM premia trabalhos de estudantes que promovam igualdade de gênero
Distinção estimula reflexão sobre as desigualdades entre mulheres e homens, com abordagens de raça, etnia, geração, sexualidade e classe social
Estudantes dos ensinos médio e superior e dez escolas públicas e privadas receberam, nesta segunda-feira (02/06), o 9º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, no Palácio do Planalto. A distinção, conferida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Educação e a ONU Mulheres, estimula a reflexão sobre as desigualdades entre mulheres e homens, com abordagens de raça, etnia, geração, sexualidade e classe social.
Para a ministra da SPM-PR, Eleonora Menicucci, as questões relacionadas à desigualdade de gênero têm vida e história, a qual começa quando alguém determina que azul é uma cor de homem, e o rosa, de mulher. “O azul é de homem quando ele quer, e o rosa de mulher, quando ela quer. O verbo fundamental a ser conjugado é escolher, e cada pessoa só tem capacidade para escolher se tiver informação; a pessoa que não tem informação não tem competência para escolher”, disse a ministra.
As categorias contempladas pelo prêmio são estudante do ensino médio; estudante de graduação; graduado, especialista e estudante de mestrado; mestre e estudante de doutorado; e escola promotora de igualdade de gênero. Os autores recebem valores em dinheiro, bolsas de estudos, equipamentos de informática e assinaturas de revistas acadêmicas.
Iniciativas vencedoras
- Com uma disciplina voltada ao combate ao preconceito em todas as suas formas, o Centro de Ensino Fundamental 01 de Planaltina, região administrativa do Distrito Federal, foi uma das 10 escolas premiadas. De acordo com o coordenador de diversidade da Coordenação Regional de Ensino de Planaltina, Alexandre Brito, a disciplina “Parte Diversificada” faz parte do currículo do DF, porém costuma tratar de folclore, ética e outros assuntos. “Nosso projeto Diversidade na Escola é uma forma de continuarmos a luta pra extirpar a homofobia, o racismo, a misoginia, o sexismo dos nossos alunos”, explicou Brito.
O colégio Georgete Eluan Kalume, de Rio Branco, também está entre os dez premiados. De acordo com o professor Hélio da Silva, o projeto Vivia e Não Via. Agora Vejo, alfabetiza mulheres da comunidade, realiza palestras sobre sexualidade e direito da mulher e organiza oficinas, como de bombons e artesanato, para mulheres da comunidade conseguirem informação e independência.
“São mulheres sofridas, que já passaram por violência, dependentes do marido. Nós levamos essas mulheres para a escola para que elas vejam nesse ambiente um amparo”, explicou Silva.
10ª edição
- O prêmio abriu nesta segunda-feira (2) as inscrições para a décima edição. Escolas, estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação poderão inscrever trabalhos até 28 de novembro de 2014, no site www.igualdadedegenero.cnpq.br/igualdade.
Com informações da Agência Brasil
Secretaria de Políticas para as
Mulheres
– SPM
Presidência da República – PR
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