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30/11 – Sexismo e racismo continuam presentes na mídia, afirma Iriny Lopes
A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, afirmou, nesta quarta-feira, 30, que o sexismo e racismo seguem presentes na mídia brasileira, de maneira insistente e persistente, ainda que de maneira camuflada e subreptícia. A afirmação foi feita durante o Seminário Nacional A Mulher e a Mídia 8, no Rio de janeiro, cujo tema central é Mídia, Sexismo e Racismo: Uma Pauta Ainda em Questão?
Ao falar na mesa redonda "Há uma Cultura de Negação do Racismo e do Sexismo na Imprensa?", na companhia da ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Iriny Lopes deu exemplos falando dos chamados “suplementos femininos” nos jornais, os canais com programação voltada para as mulheres, as revistas “femininas”: pautas que reforçam os lugares tradicionais e estereotipados das mulheres na sociedade, vinculados à moda, à beleza, à vida doméstica, à maternidade.
MACHISMO – Ela ressaltou também a notável proliferação recente de revistas “masculinas”, com conteúdos que também reforçam intensamente a cultura machista e certos padrões de masculinidade entre os homens.
Para a ministra a imprensa pode contribuir para desconstruir esses estereótipos e preconceitos e dar publicidade a direitos, para promover o conhecimento e o questionamento a partir de valores de igualdade.
“A promoção da igualdade de gênero não será possível sem uma profunda transformação de mentalidade, e a mídia (e a imprensa, em particular) tem um papel crucial nessa empreitada. A imprensa é um um ator chave para o aprofundamento da democracia e para a consolidação dos direitos das mulheres”, salientou a ministra.
A 8ª edição do Seminário Nacional A Mulher e a Mídia termina nesta quinta-feira, 01. O evento é realizado pela SPM, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Instituto Patrícia Galvão, Fundação Ford e ONU Mulheres, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.