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23/11 – Iriny Lopes debate empoderamento das mulheres em Mostra da Fiesp/Ciesp
A ministra Iriny Lopes participou, na manhã desta segunda-feira, 21, da abertura 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental-Desenvolvimento Social Resultado Econômico, em São Paulo. Iriny Lopes participou da mesa redonda sobre o Empoderamento das Mulheres para o Equilíbrio Socioeconômico das Nações, juntamente com a defensora pública e coordenadora de políticas públicas para as mulheres do estado do Ceará, Mônica Barroso, e a procuradora de Justiça do Estado de São Paulo, Luiza Eluf. O debate foi coordenado pela senadora Marta Suplicy.
A ministra abordou a persistência da desigualdade cotidiana entre mulheres e homens, seja no mundo do trabalho, no cotidiano, com a falta de divisão equânime de responsabilidade entre homens e mulheres nos afazeres domésticos e no cuidado com filhos, idosos e pessoas com deficiência, na persistência da violência contra as mulheres, no acesso a direitos e autonomia pessoal e nas distintas formas de discriminação.
“As mulheres estudam mais do que os homens, mas isso não se reflete na renda. A diferença de salarial é cerca de 30% menor e quanto mais qualificada
maior a discrepância de rendimentos. O número de mulheres em posições de chefia, no topo das carreiras, é ainda muito pequeno”, observou a ministra.
PROFISSIONAIS – “Aqui somos mulheres profissionais, temos o privilégio de ter uma carreira, mas temos que ampliar oportunidade para todas as mulheres, seja como trabalhadoras ou empreendedoras. A categoria que reúne o maior contingente de mulheres, quase sete milhões, que é a das empregadas domésticas, não conta com registro, ou proteção previdenciária – apenas 30% delas são registradas, a despeito de todos os incentivos dados pelo governo”, exemplificou a ministra.
A desigualdade de gênero assume sua forma mais perversa nos recorrentes casos de violência contra a mulher, segundo a ministra.
“A Lei Maria da Penha deu visibilidade ao problema e permitiu que a violência fosse percebida não mais como um problema entre quatro paredes, mas do estado e de toda sociedade”, pontuou.
IGUALDADE – No mundo do trabalho, o projeto de lei conhecido como Lei da Igualdade, que está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados, é um avanço em relação à desigualdade de gêneros.
Iriny Lopes lembrou que a eleição da primeira mulher para a Presidência da República não significou avanços na ocupação de cadeira nos Legislativos. Segundo ela, de 513 deputados federais, apenas 45 (8,8%) são mulheres, no Senado de 81 senadores, são apenas 11 (13,6%) nas assembléias estaduais e no Distrito Federal o percentual fica em torno de 12%.
“O Brasil está entre os países com menor proporção de mulheres no Parlamento em toda a América Latina. No Executivo, a presidenta Dilma avançou em muito na composição ministerial. Ao todo, somos 10 ministras - proporção mais alta já verificada até hoje, algumas em posições estratégicas, em pastas como o Ministério do Planejamento, Casa Civil, MDS e Secretaria de Relações Institucionais”.
Iriny Lopes fechou o debate lembrando que a organização das mulheres na indústria é importante contribuição no processo de redução da desigualdade de gênero e agradeceu a Fiesp, epecialmente Eliane Belfort, Diretora do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, pela oportunidade do debate.