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04/11 – Mulheres cearenses querem geração de trabalho e renda
Ampliação do numero de creches com especial atenção para o horário noturno e observando a realidade das mulheres do campo; ampliação da rede de atendimento as mulheres em situação de violência; construção de alternativas de geração de trabalho e renda para as mulheres levando em conta a diversidade regional e local; ampliação da presença das mulheres nos espaços de poder e de decisão com especial destaque para a reforma política e eleitoral. Estas foram as principais propostas aprovadas na III Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres do Ceará, que ocorreu de 22 a 23 de outubro, em Fortaleza.
Mais de 750 delegadas, de 64 municípios do estado, debateram e apresentaram sugestões para a melhoria das políticas públicas voltadas para a equidade de gênero, além de avaliar as ações e políticas que integram o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM).
A abertura contou com a presença da diretora Rosângela Rigo, diretora da Secretaria de Articulação e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), que na ocasião representou a ministra Iriny Lopes, e da coordenadora da Mulher, Tai Loschi, que também representava a prefeita de Fortaleza Luizianne Lins, e Maria da Penha, presidente do Instituto que leva seu nome, além de representantes do governo do Ceará, da Assembleia Legislativa, das Prefeituras Municipais, do Poder Judiciário e da sociedade civil.
DEBATE – Rosângela Rigo, da SPM, destacou a importância do debate na promoção de políticas públicas para as mulheres e das ações construídas no II PNPM. “O desafio que nos chama é a erradicação da pobreza e da miséria com a construção de alternativas para a autonomia econômica, política, social, cultual e pessoal das mulheres”, disse.
Maria da penha destacou a importância da garantia por parte dos governos, nas diferentes esferas, da aplicabilidade da Lei Maria da Penha. Ela acredita que quando todos assumirem a causa da violência contra as mulheres como uma prioridade, respostas mais imediatas serão possíveis e “muitas mulheres serão atendidas, protegidas e acolhidas antes de sofrerem danos ou perdas de suas vidas”.