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Solenidade de encerramento da IV Marcha das Margaridas
Em resposta à pauta de reivindicações da Marcha, Dilma Roussef anunciou medidas sobre saúde,fomento e a inclusão produtiva das trabalhadoras rurais
A presidenta Dilma Rousseff esteve no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília (DF), onde participou da solenidade de encerramento da IV Marcha das Margaridas 2011, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores.Além da presidenta, estavam na mesa o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ministros e ministras, como Iriny Lopes, Gleisi Hoffmann e Gilberto Carvalho, os representantes da Contag, o presidente, Alberto Broch e a secretária da Mulher, Carmen Foro.
A presidenta Dilma Rousseff entregou a Carmen Foro, o caderno de respostas às 151 reivindicações feitas pela Marcha das Margaridas. A presidenta se auto intitulou margarida e usou, durante todo seu discurso, um chapéu de palha com fitas roxas, símbolo das trabalhadoras rurais e do evento. Em resposta à pauta de reivindicações da Marcha, Dilma Roussef anunciou medidas sobre saúde e fomento a inclusão produtiva das trabalhadoras rurais.
A ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Iriny Lopes, fez um discurso incisivo no qual lembrou a importância da eleição da primeira mulher presidenta do Brasil. “Todas vocês sabem da importância desse feito, e mais do que isso, sabem o que isso significa, e por isso estão aqui cobrando a igualdade entre homens e mulheres. A ministra ainda continuou: “Uma mulher na presidência da república está fazendo tudo aquilo que muitos acharam que uma mulher não era capaz de fazer, e essa vitória também é de cada uma de vocês”, complementou.
Ao dizer que Brasília é a capital de todos os Brasileiros, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, se referiu à presidenta Dilma Rousseff como mais uma das 'Margaridas' que faz história no Brasil. Para o governador, todas as bandeiras de luta das trabalhadoras rurais foram fortalecidas com a mobilização. Segundo ele, a Marchachamou a atenção do Brasil e do mundo, “e o mais importante é que a pauta de reivindicações não se limitou as bandeiras exclusivas da mulher, mas de uma sociedade justa e igualitária com oportunidade para todos”, afirmou.
Durante discurso de encerramento, o presidente da Contag, Alberto Broch,disse que muitas das políticas que ainda estão florescendo no campo brasileiro são frutos das Marchas passadas que deixaram um legado de luta por igualdade e justiça no campo. “São mulheres guerreiras que de forma autônoma cobram do governo melhores condições de vida e de renda”, afirma. O presidente cobrou da presidenta Dilma Rousseff a inserção dos trabalhadores e trabalhadoras rurais em seu programa de governo que busca erradicar a miséria. “Queremos participar desse resgate de milhares de famílias que estão na miséria no campo brasileiro”, reivindicou.
Com informações: Contag.