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Iriny Lopes saúda a Marcha das Margaridas
Para ministra, Margaridas dão exemplo de diálogo, autonomia e respeito.
Ao dar as boas vindas às mais de 70 mil mulheres do campo e da floresta que chegaram à Brasil na 4ª Marcha das Margaridas em Brasília, nesta terça-feira (16/08), a ministra Iriny Lopes disse que elas dão um exemplo de diálogo, respeito e autonomia para debater com o governo suas especificidades. “Ao reivindicar seus direitos, as margaridas apresentam uma agenda para quatro anos e uma proposta de desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade, vamos dialogar sempre, pois estamos juntas e buscamos os mesmos resultados”, disse a ministra. A presidenta da República, Dilma Rousseff, participa da solenidade de encerramento da Marcha nesta quarta-feira (17/8), na companhia da ministra Iriny Lopes e demais ministros.
A 4ª Marcha das Margaridas é Coordenada pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, composto pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), por 27 Federações, as Fetag’s, e mais de quatro mil sindicatos. A tradicional marcha das trabalhadoras rurais e da floresta acontece nos dias 16 e 17 de agosto com 70 mil em Brasília. Este ano, elas percorreram seis quilômetros até a Esplanada dos Ministérios para protestar contras as desigualdades sociais, denunciar todas as formas de violência, exploração e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres. No dois dias de evento, diversas atividades foram realizadas, como oficinas, painéis e lançamento do CD “Marcha das Margaridas” e de publicações sobre as lutas das trabalhadoras rurais.
Margarida Alves, símbolo de luta e inspiração
A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta tem esse nome em homenagem a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves e presidenta do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato, fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.