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Conferência reúne mais de 1.000 pessoas em São Paulo
Evento realizado no Palácio dos Bandeirantes escolhe 108 delegadas da sociedade civil e 41 do governo municipal
Moções de repúdio, documento com propostas e escolha de delegadas titulares e suplentes, além da discussão de cinco eixos temáticos, movimentaram a 3ª Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de São Paulo, realizada nos dias 3 e 4, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.
Com o tema “As Mulheres Discutindo e Definindo Políticas Públicas de Igualdade para a Cidade, a programação começou às 9h30, do dia 3, com a mesa de abertura formada por autoridades, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; a secretária-adjunta da SPM, Teresa Sousa; o Secretário Especial para a Participação e Parceria, Ricardo Montoro; a coordenadora da Coordenadoria da Mulher, Maryluci Faria; a representante da Promotoria Pública de São Paulo, Jacqueline Lorenzetti Martinelli; e a representante do Conselho Estadual da Condição Feminina, Cláudia Patrícia Silva.
“A Coordenadoria da Mulher está preparando um decreto que institui um programa inter-secretarial de enfrentamento à violência contra a mulher, anunciou Maryluci Faria.
Durante a conferência, foram aprovadas moções de repúdio ao deputado federal Clodovil Hernandez e ao cantor Aguinaldo Timóteo, devido a declarações que colocam a mulher em situação degradante; moções de repúdio ao tratamento dispensado à mulher pela mídia; e moção para manter o Estado laico e garantir a aplicação das políticas públicas para as mulheres.
“Nós escolhemos a delegação da cidade de São Paulo, com 41 delegadas titulares e suplentes, e outras 108 delegadas da sociedade civil, completa Maryluci.
Durante um dia e meio, no auditório Ulysses Guimarães, no Palácio dos Bandeirantes, foram discutidas questões como o processo da Conferência Nacional de Políticas para Mulheres; o balanço das ações da Coordenadoria da Mulher; políticas municipais para mulheres e ainda trabalho, renda e combate à pobreza; educação e cultura; enfrentamento à violência contra mulheres; saúde e direitos reprodutivos; cidadania e participação das mulheres nos espaços de poder.
Foram feitas 15 pré-conferências nas subprefeituras da cidade, durante os meses de março e abril, com a participação de mais de 2000 mulheres.