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SPM lança livro "Mulheres no topo de carreira: flexibilidade e persistência" sobre a liderança feminina no governo federal
Livro “Mulheres no topo de carreira: flexibilidade e persistência mostra que cresce lentamente o número de mulheres em cargos de chefia nas organizações públicas
A participação da mulher no mercado de trabalho tem aumentado de forma linear. A absorção de mão-de-obra feminina tem sido superior à masculina em todas as fases recentes da economia brasileira, com um aumento de 15% por década. No entanto, a representação social do poder e liderança de mulheres no topo da carreira no governo federal não acompanha o ritmo de crescimento do mercado de trabalho.
Essas conclusões fazem parte do livro “Mulheres no topo de carreira: flexibilidade e persistência, da professora da Universidade de Brasília (UnB) Tânia Fontenele-Mourão, que será lançado pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SPM), na próxima segunda-feira, dia 4 de dezembro, a partir das 19h, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, em Brasília .
O objetivo da pesquisa que deu origem ao livro visa identificar as prováveis representações sociais acerca do gerenciamento feminino em um contexto particular - organizações públicas federais - em um momento de mudanças na configuração das relações de trabalho em que as mulheres passaram a representar 41,4% do quadro de assalariados e estão, lentamente, ocupando cargos de chefia nas organizações públicas e privadas. Participaram da pesquisa sete mulheres gerentes de cargos da Administração Pública (DAS 5, 6 e de Natureza Especial) e 146 membros das equipes, dos quais 74 mulheres e 72 homens.
Constatou-se que há um desequilíbrio na distribuição de cargos entre homens e mulheres na área pública. No caso dos DAS é assim: no DAS 1 há 49% de mulheres para 51% de homens; no DAS 2, 44% de mulheres contra 56% de homens; no DAS 3, 40% são mulheres e 60% são homens; no DAS 4, há 30% de mulheres contra 70% de homens; no DAS 5, 21% de mulheres para 79% de homens; e no DAS 6, há 19% de mulheres para 81% de homens.
Os resultados das entrevistas com as gerentes apontaram para uma idealização do gerenciamento feminino onde deve existir uma forma conciliatória entre eficiência, competência e as responsabilidades no cuidado com o outro. A autora também mapeia o cotidiano e as angústias das mulheres que ocupam cargos de confiança na Esplanada.
A distribuição do livro é gratuita, mas é solicitada uma contribuição em alimentos não perecíveis a serem doados para a Rede Feminina de Combate ao Câncer, de Brasília.