Saúde, demografia e família

Publicado em 05/10/2020 15h47 Atualizado em 13/10/2020 13h57

Baixa fecundidade e adiamento do primeiro filho no Brasil
Autor(es): 
A. Miranda-Ribeiro; R. A. Garcia; T. C. A. B. Faria
Publicação: Revista Brasileira de Estudos de População,  v.36, 1-18, e0080, 2019
Apresentação: O Brasil vem passando por um processo de adiamento dos nascimentos, o que tem contribuído para que a fecundidade observada seja reduzida pela ação do efeito tempo. Nesse contexto, o primeiro nascimento assume importância, na medida em que o momento da sua ocorrência está relacionado ao dos nascimentos subsequentes e ao potencial de recuperação dos nascimentos adiados. O objetivo deste trabalho é analisar o comportamento dos nascimentos de primeira ordem no Brasil, levando-se em conta a heterogeneidade regional. Buscam-se elementos que possam enriquecer o debate acerca do futuro da fecundidade no país. São utilizados os dados dos Censos Demográficos e as histórias de nascimentos reconstruídas a partir destes, para o período de 1980 a 2010. Os resultados mostram a persistência dos diferenciais regionais e indicam um cenário de adiamento do primeiro filho no Brasil e de aumento da proporção de mulheres que terminam o período reprodutivo sem filhos. Caso os diferenciais regionais se reduzam, a tendência é de acirramento do adiamento e queda adicional dos níveis de fecundidade.​

Família, capital humano e pobreza: entre estratégias de sobrevivência e projetos de vida


Autor(es): G. Petrini et al.
Publicação:  Memorandum, 22, 165-186, abr / 2012
Apresentação: Com o objetivo de analisar as circunstâncias nas quais as pessoas que vivem em situação de pobreza enfrentam tal condição, investigou-se a tensão entre projetos de vida elaborados a fim de melhorar as condições de saúde, educação, moradia e trabalho, e estratégias de sobrevivência. As correntes mais influentes no estudo da pobreza tendem a conceituá-la com base nos insumos necessários para a aquisição das mercadorias básicas para a sobrevivência que qualificam a condição de pobreza relativa, relacionando-a ao padrão de vida geral predominante. Outras abordagens de caráter antropológico focalizam as relações interpessoais e os modos de vida dos pobres, deixando em segundo plano os determinantes econômicos. O estudo focalizou as esferas de intermediação entre as iniciativas macroeconômicas e as decisões individuais, procurando identificar os fatores que facilitavam tal encontro. Foram entrevistados 67 participantes de projetos sociais e instituições educacionais de duas áreas pauperizadas da cidade do Salvador, através de um questionário elaborado especialmente para identificar os processos individuais e coletivos almejados. Os resultados acerca das transformações da intimidade, da constituição da família e daquelas que decorrem de ações planejadas por organizações não governamentais e programas estatais nas áreas da habitação, educação e saúde são integrados ao debate acerca do capital humano, capital social, inclusão social, projetos de vida e estratégias de sobrevivência.

Indústria já é afetada pela crise do novo coronavírus

Autor(es): Confederação Nacional da Indústria
Publicação: Consulta Empresarial, Ano 7 | Número 1 | Março 2020
Apresentação: A crise do novo coronavírus afeta a indústria brasileira pela queda na demanda por seus produtos, pela dificuldade em conseguir insumos e matérias-primas e pela redução da oferta de capital de giro no sistema financeiro. O cancelamento de pedidos impactou significativamente o faturamento. Aliada à queda na demanda, a dificuldade em conseguir insumos afetou a produção. Esse cenário, conjugado à continuidade de despesas regulares (salários, tributos, energia, aluguel etc.) e à retração da liquidez no mercado financeiro, levanta a preocupação com a sobrevivência das empresas.

O Índice de Desenvolvimento da Família (IDF)

Autor(es): R. P. Barros; M. Carvalho; S. Franco
Publicação: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, 2003
Apresentação: Embora insuficiência de renda seja um importante indicador escalar de pobreza, ele certamente não é o único possível. A idéia de construir um indicador escalar que sintetize todas as dimensões relevantes da pobreza é antiga. Não obstante, tomou verdadeiro impulso apenas após a criação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pelo PNUD, no início da década de 1990 [ver UNDP (1990)]. O IDH, entretanto, apresenta deficiências largamente conhecidas e reconhecidas, as quais são tratadas neste estudo. Dito isso, o objetivo central deste estudo é demonstrar como é possível obter um indicador sintético, no mesmo espírito do IDH, calculável no nível de cada família e que possa ser facilmente agregado para qualquer grupo demográfico, tais como os negros ou as famílias chefiadas por mulheres, da mesma forma como tradicionalmente é feito com os indicadores de pobreza. Também se apresenta uma aplicação do índice proposto, a partir de informações da PNAD de 2001.
Reportar erro