Igreja de São Elesbão e Santa Efigênia

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O projeto de Sinalização e Reconhecimento de Lugares de Memória dos Africanos Escravizados no Brasil é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC). O objetivo é dar visibilidade à história e à memória da matriz africana no Brasil. No MDHC, o projeto é coordenado pela Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas (CGMET).
Dividido em duas etapas, a primeira visa à elaboração e fixação de placas alusivas ao reconhecimento pelo Programa Rotas dos Povos Escravizados da Unesco de 100 lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil, situados em 16 diferentes Unidades da Federação. A segunda etapa é voltada para ampliar a política de memória da escravidão nas regiões onde serão sinalizadas a partir deste projeto. O foco será a disseminação do projeto por meio de plataformas digitais e a educação e cultura em direitos humanos, por meio da elaboração de material pedagógico e de apoio para professoras e professores sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Igreja de São Elesbão e Santa Efigênia
Inaugurada em 1754, a Igreja pertence ainda hoje à irmandade devota a Santo Elesbão e Santa Efigênia, que havia sido fundada um pouco antes, em 1740. Diferente da Irmandade do Rosário, foi sempre uma pequena congregação que reunia africanos vindos da Costa da Mina, os chamados negros minas. Para além do patrimônio arquitetônico, o templo representa a presença africana no conjunto da população escrava convertida ao catolicismo durante a vigência da escravidão. A Igreja tem como endereço a rua da Alfândega, número 219, no Centro do Rio de Janeiro.
Fonte: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História os Africanos Escravizados no Brasil | Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Unesco.