Igreja de Nossa Senhora dos Pretos de Taubaté

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O projeto de Sinalização e Reconhecimento de Lugares de Memória dos Africanos Escravizados no Brasil é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC). O objetivo é dar visibilidade à história e à memória da matriz africana no Brasil. No MDHC, o projeto é coordenado pela Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas (CGMET).
Dividido em duas etapas, a primeira visa à elaboração e fixação de placas alusivas ao reconhecimento pelo Programa Rotas dos Povos Escravizados da Unesco de 100 lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil, situados em 16 diferentes Unidades da Federação. A segunda etapa é voltada para ampliar a política de memória da escravidão nas regiões onde serão sinalizadas a partir deste projeto. O foco será a disseminação do projeto por meio de plataformas digitais e a educação e cultura em direitos humanos, por meio da elaboração de material pedagógico e de apoio para professoras e professores sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Igreja de Nossa Senhora dos Pretos de Taubaté
A Irmandade do Rosário dos Pretos de Taubaté teria começado num pequeno altar na Igreja Matriz. No início do século XVIII, a Igreja foi construída e existe até hoje na Rua do Rosário, a pouca distância da catedral de São Francisco de Assis. A documentação – livros dos termos de mesa e livro de entrada de irmãos, principalmente do século XIX, encontra-se depositada na Divisão de Museus e Patrimônio Histórico de Taubaté. As atas da eleição que se fez no ano de 1805/1806 indicam a presença de africanos, entre eles Miguel Monjolo e Miguel Congo. No Vale do Paraíba de São Paulo ainda foram construídos outros templos ligados aos escravos e africanos recém- chegados, como a Capela do Rosário de Bananal e a Igreja do Rosário de Guaratinguetá, hoje, entretanto, destruídas.
Fonte: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História os Africanos Escravizados no Brasil | Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Unesco.