Capela de Sant´Anna

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O projeto de Sinalização e Reconhecimento de Lugares de Memória dos Africanos Escravizados no Brasil é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC). O objetivo é dar visibilidade à história e à memória da matriz africana no Brasil. No MDHC, o projeto é coordenado pela Coordenação-Geral de Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas (CGMET).
Dividido em duas etapas, a primeira visa à elaboração e fixação de placas alusivas ao reconhecimento pelo Programa Rotas dos Povos Escravizados da Unesco de 100 lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil, situados em 16 diferentes Unidades da Federação. A segunda etapa é voltada para ampliar a política de memória da escravidão nas regiões onde serão sinalizadas a partir deste projeto. O foco será a disseminação do projeto por meio de plataformas digitais e a educação e cultura em direitos humanos, por meio da elaboração de material pedagógico e de apoio para professoras e professores sobre o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Capela de Sant´Anna
A capela foi construída na praia da Armação, em 1772. Desde então, apesar de ter sofrido varias alterações, mantém-se como templo religioso. Atualmente, também se destaca como atração turística do balneário. Integrava o conjunto de construções da Armação de Sant‟Anna da Lagoinha para caça e beneficiamento do óleo de baleia na costa leste da Ilha de Santa Catarina. A mão de obra da Armação era composta por trabalhadores livres e escravizados que partilhavam tarefas no mar e em terra. Os documentos da Armação Baleeira da Lagoinha registram que dezenas de africanos lá trabalharam, provenientes de diferentes regiões da África e identificados como Congo, Moçambique, Mina, Benguela, Magume, Agumi, Quisamia, Rebolo, Cabinda, Camundá, Molumbo, Mogume. Muitos desses africanos e seus filhos foram batizados na Capela de Sant‟Anna entre o final do século XVIII e o início do século XIX.
Fonte: Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História os Africanos Escravizados no Brasil | Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Unesco.