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CAPACITAÇÃO
MDHC lança curso “Memória, Escravidão e Reparação Histórica”, fortalecendo a agenda de memória e verdade no país
Conteúdo é dividido em cinco módulos de aprendizagem (Imagem: Enap/Divulgação)
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou, nessa terça-feira (3), o curso “Memória, Escravidão e Reparação Histórica”. Disponível no site da Escola Virtual de Governo (EV.G/Enap), a capacitação engloba conteúdos voltados a propor uma reflexão crítica sobre os processos de reparação como instrumentos de justiça histórica e a importância da memória da escravidão para o fortalecimento da democracia, somando uma carga horária de 30 horas.
Realizado no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), no Rio de Janeiro (RJ), o lançamento também contou com uma roda de conversa que buscou dar visibilidade ao curso e promover diálogo entre profissionais da educação, universidades, gestores públicos, pesquisadores, representantes de instituições e demais atores envolvidos com as temáticas de memória e verdade.
Em sua fala, a secretária-executiva do MDHC, Caroline Reis, destacou a importância da iniciativa para o Novembro Negro, mês dedicado a celebrar a cultura e intensificar a luta contra o racismo no Brasil: “Memória é uma ação política. Debater sobre as desigualdades raciais e, especialmente, sobre a importância da memória do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas é fundamental para continuarmos o processo de compreensão do que somos e do que queremos ser como país”.
Inscreva-se no curso “Memória, Escravidão e Reparação Histórica” aqui.
A professora de História e conteudista da formação, Lorraine Janis Vieira, expressou sua preocupação em ser didática de modo a potencializar os conhecimentos expostos: “Em sala de aula temos que criar oportunidades de aprendizagem para diferentes pessoas. Ao escrever o curso tive a preocupação em produzir um texto que fosse embasado, mas, ao mesmo tempo, simples, gerando reflexões em pessoas de qualquer área”.
O curso pode ser realizado por servidores dos Três Poderes, profissionais da educação, estudantes e demais pessoas interessadas na temática. Para isso, basta acessar o site da EV.G/Enap, fazer o cadastro com os dados solicitados ou fazer login com as credenciais do gov.br.
Conteúdo
A formação conta com 5 módulos que abordam o direito à memória e às políticas de reparação, o patrimônio cultural do continente africano, o protagonismo de pessoas negras nas lutas por liberdade e bem-viver em contexto de escravidão e liberdade no Brasil, o racismo e a luta antirracista no aprendizado, além do ativismo negro e reparação histórica na sociedade brasileira.
A gestora do Departamento de Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Palmares, Fernanda Thomaz, ao relembrar do processo de construção do curso, refletiu que o apagamento se caracteriza uma violência contra a população negra no país e que o material se torna público com o objetivo de superar essa realidade.
“Não conseguimos pensar em reparação sem pensar em memória. Para além das violências do passado, lidamos com um apagão, que é também uma violência. Entendo que existem várias formas de reparação, que é o coração das políticas sociais”, concluiu.
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Texto: R.B.
Edição: G.O.
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